Indignação fuleira
Hoje a Folha publicou um artigo do Luciano Huck sobre a violência em São Paulo. Ele verbalizou toda sua indignação por ter sido assaltado à mão armada. Dois meliantes levaram um rolex que estava no seu pulso; presente de aniversário da esposa.
No artigo, ele deixa implicito que este foi seu primeiro assalto. Ele tem 36 anos. Eu digo que bom. Teve sorte. Eu já fui assaltado 35298891203 vezes. Já botaram um .38 na minha barriga num ônibus lotado indo pro Mackenzie por causa de um relógio... não era um rolex, era um timex. Já levaram dinheiro, outro relógio, bonés diversos...
O Luciano Huck deveria estar sentindo-se aliviado de ter passado por esse estresse só uma vez. Cansei, peidei? No Brasil do Rolex, ele deveria sentir que participou da verdadeira distribuição de renda num país pobre e não sair ai dizendo que "isso não está certo".
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10.01.2007
Eu sou jornalista. Trabalho no Palácio do Planalto fazendo a corbertura diária do G1, o site da TV Globo. Minhas atribuições são ficar atento aos passos do presidente da República, da chefe da Casa Civil, do ministro das Relações Institucionais, da Secretaria Geral e do Ministério das Relações Exteriores. Sou o que o jargão da cobertura de Brasília chama de "setorista do Palácio". Como fico fora da redação ou fora do "escritório", meus colegas de trabalho são profissionais de outros veículos (Globo, Folha, Estadão, Radiobras, Agência Leia, Record, SBT, Bandeirantes, CBN, Terra, etc etc).
O mais engraçado é que o ambiente, com cerca de 20 jornalistas, é dominado por gaúcho. É impressionante. Os três principais jornais (Globo, Folha e Estadão) têm "setoristas" gaúchos, aliás gaúchas. Existem apenas dois paulistas, eu e o outro repórter do Globo (o jornal carioca é o único que engessa dois jornalistas aqui no Planalto). O restante é de outros estados (Santa Catarina, Rio de Janeiro, etc). Candangos e goianos são ampla minoria.
Aqui se ouve sotaque de tudo quanto é lugar.
9.11.2007
Está na Mônica Bergamo desta terça-feira:
NA MIRA
Assim como o banco Itaú, a Universidade Mackenzie quer manter seu logotipo em letras garrafais na cidade depois da Lei Cidade Limpa. A instituição recorreu à comissão que analisa casos que serão excluídos das novas regras para manter o círculo vermelho, com a letra "M" no meio, que fica na rua da Consolação. "O símbolo fica na cobertura, coisa que a gente está execrando. E me parece que não obedece os critérios para ficar lá, como ter mais de dez anos, boa qualidade gráfica e ser referência na região", diz Regina Monteiro, presidente da comissão. O Mackenzie não se manifesta sobre o tema.
Eu sou favorável a manter o M na Consolação. O Mackenzie tem status de instituição brasileira. Claro, por um único motivo: foi a escola que me abrigou durante o colegial. Rock on!
NA MIRA
Assim como o banco Itaú, a Universidade Mackenzie quer manter seu logotipo em letras garrafais na cidade depois da Lei Cidade Limpa. A instituição recorreu à comissão que analisa casos que serão excluídos das novas regras para manter o círculo vermelho, com a letra "M" no meio, que fica na rua da Consolação. "O símbolo fica na cobertura, coisa que a gente está execrando. E me parece que não obedece os critérios para ficar lá, como ter mais de dez anos, boa qualidade gráfica e ser referência na região", diz Regina Monteiro, presidente da comissão. O Mackenzie não se manifesta sobre o tema.
Eu sou favorável a manter o M na Consolação. O Mackenzie tem status de instituição brasileira. Claro, por um único motivo: foi a escola que me abrigou durante o colegial. Rock on!
8.21.2007
A Newsweek publicou nesta semana fotografias de Jonathan Torgovnik que retratou mulheres que deram à luz a crianças frutos do estupro durante a guerra civil de Ruanda, que ocorreu há mais de 10 anos.Em cada foto, a mulher aparece ao lado do filho. Mulher porque nenhuma delas sente-se mãe. Abaixo das fotografias segue uma frase. Elas mostram um horror inimaginável.
Josiane Ruyange - "Tenho 27 anos. O genocídio começou quando eu tinha 15. Eu fui estuprada e como resultado tive um filho. Eu não odeio meu filho. Eu também não o amo. Mas eu acho que me sinto confortável ao lado dele. Eu sei que falhei como mãe por causa da pobreza. Às vezes olho a minha situação e vejo pessoas que mantiveram as suas famílias. Eu lamento não ter morrido no genocídio".
Annasalie Mukabayizera - "Após seis meses eu achei que estava grávida. Foi quando eu queria ter morrido. Eu pensei em me matar. Daí, eu pensei em ter o filho e matá-lo logo depois do nascimento. Mas quando eu dei a luz, vi que meu filho era tão lindo que eu passei a amá-lo imediatamente. Depois de um tempo, descobri que nós dois somos HIV positivos. Não há nada de ruim no mundo que nós não sabemos o que é".
Claudin Mukakalisa - "Vou ser honesta. Nunca amei esta criança. Quando eu lembro o que o pai dela fez comigo, eu penso que a única vingança seria matar essa criança. Eu não fiz isso. Ainda bem que eu não fiz isso. Eu me forcei a amá-la. Mas é impossível amar essa criança".
Aline Uwinbabazi - "Eu dei à luz, mas não amo essa criança. Sempre foi um problema. A filha da minha irmã morreu, mas a minha sobreviveu. Mais tarde descobri que tenho Aids. Minha irmã e mãe também têm Aids. Hoje eu tenho um desafio. Ser mãe quando não quero ser mãe. Eu não amo essa criança. Toda vez que eu olho para ela, eu lembro de cenas do estupro. Eu tento porque eu sei que ela é inocente. Eu tento amá-la, mas não consigo".
Claudine Mukamurenzi - "O mundo nos rejeitou quando estávamos tendo problemas. Eu ficaria feliz se o mundo nos ajudasse a levar justiça para todas as pessoas que nos causaram mal. Todas as vítimas de estupro, como eu, tornaram-se mãe sem estar preparadas para isso. O mundo, ao menos, poderia nos ajudar a cuidar dessas crianças".
Há um único testemunho um pouco positivos:
Verena Uwingabira - "Eu não sei quantos homens me estupraram. Só sei que depois de quatro meses, descobri que estava grávida. Eu fiquei tão mal que tentei me matar duas vezes. Mas uma voz dentro de mim me dizia: 'Olha, você não sabe porque você sobreviveu. Deve ter alguma razão para você ter sobrevivido.' Eu juntei coragem e dei à luz a uma criança que se parece comigo. Essa é a fonte da minha felicidade".
8.09.2007

Pare* e pense. Tenho um leve sentimento de decepção. Ele surgiu e cresceu. Não foi hoje. Nem ontem. Nem anteontem. Mas não faz um ano. Nem um mês. Talvez algumas semanas. Não sei bem.
O texto telegráfico é interessante. Ele mostra um pensamento continuo. Sem fluxo. Porém retilíneo. Coeso, conciso e limitado. Diz tudo em parágrafos. Não impõe vírgulas. Nem apostos. Não precisa de explicação. Ele é auto-explicativo.
Eu, diferente, da telegrafia, sou prolixo e impreciso. Falo muito para explicar poucas ações. Penso em profusão. Não tenho sentido nenhum. O sentido vem em sentenças longas. Muitas vezes incorretas. Expostas em solavancos.
Essa introdução imobiliária, hipotecária, bancária e em rede, é só para preparar uma reflexão um pouco exaustiva. Uma reflexão sobre amizades e sobre distância e sobre crescimento e sobre amadurecimento e sobre família e sobre parceria.
Tenho sensações diversas quando descubro por telefone, e-mail, blog, mensagem de texto, voz ou dados que algo está diferente nas pessoas, na família, nos amigos que conheço, que cresci junto, mas que hoje crescem separadas. Fico triste ao saber que um casou ou que um reatou um namoro ou que um trocou de emprego ou que está brigado com alguém ou que está decepcionado/feliz com alguma coisa. Fico triste não por inveja ou por sadismo. Fico triste porque não pude estar lá para participar desse evento/emoção/reação. Simples assim. Fico triste ao saber que cada vez mais eu sei menos sobre meus amigos e sobre a minha família.
Antes eu tinha relatos cotidianos sobre o que se passava com todos eles. Hoje, está bem mais difícil. Sei apenas das grandes decisões, dos grandes eventos, das grandes avalanches. Nada de rotina. Nada de nada. E sei também que eles sabem cada vez menos das várias coisas que acontecem na minha vida. Não sabem sobre como é a minha relação no trabalho, como é idiossincrática e bela a vida com a minha namorada. Jamais saberão que no final de semana briguei com um flanelinha qualquer porque outro flanelinha qualquer amassou deliberadamente meu carro.
Enfim, queria estar mais presente. Mas diante da decisão de crescer longe resta manter-me atento à todas as grandes reflexões/eventos/emoções que acometem a todos. E continuar ligado no telefone, e-mail, blog, mensagem de texto, voz ou dados.
*Para ler essa mensagem é preciso sincronizá-la com a versão de Country Roads, feita por Me First and the Gimme Gimmes
7.19.2007
Segundo dia do acidente da TAM
Especificações do Airbus 320
Envergadura 34,1m
Cumprimento 37,6m
Altura 11,8m
Assentos 166
Peso bruto 67.000kg
Velocidade máxima 840km/h(M0.77)
Altitude máxima 11.900m
Capacidade de vôo 2.380km
Distância para decolagem 1.650 m
Cumprimento 37,6m
Altura 11,8m
Assentos 166
Peso bruto 67.000kg
Velocidade máxima 840km/h(M0.77)
Altitude máxima 11.900m
Capacidade de vôo 2.380km
Distância para decolagem 1.650 m
Distância para pouso 1.550 m
Tanque de combustível 6.300 U.S.G.
Horsepower do motor 11,340kg x 2
Tanque de combustível 6.300 U.S.G.
Horsepower do motor 11,340kg x 2
7.18.2007
Dia seguinte ao acidente aéreo da TAM, em Congonhas. Eu tenho certo receio de viajar de avião. Fico apreensivo e um tanto nervoso. Os sintomas são redução da respiração, sudorização e aumento da freqüência cardíaca, ou seja, clássicos do nervosismo. Em Brasília, somos obrigados a voar frequentemente. Alguns colegas que tinham passagem marcada para São Paulo, justamente em Congonhas, estão trocando para Guarulhos. Eu fico me questionando se a saída seria justamente jogar a toalha e não voar nunca mais. Eu também recorro ao seguinte senso comum: se a solução para não se envolver em acidente é não utilizar mais o meio de locomoção, eu deveria desistir de dirigir, de andar de ônibus ou eventualmente navio. Isso é simplesmente ridículo. Se eu desistir de me locomover rapidamente ou em velocidade normal de um ponto A a um ponto B, eu simplesmente deveria desistir de viver ou trabalhar. Não é um acidente como esse ou como o da Gol em setembro do ano passado que me fará desistir de voar (obviamente, isso não quer dizer que estarei mais ou menos nervoso quando entrar num avião, aliás, provavelmente estarei mais).O meu medo é que a rotina acomodada nos leve a aceitar a situação como normal, que é o que já acontece com o transporte rodoviário, e contentar-se com explicações de que a pista de Congonhas estava inacabada, que algum equipamento do Airbus 320 falhou ou que o piloto errou ao tomar alguma decisão no momento crucial. Acidentes desse tipo são inaceitáveis. Dois acidentes aéreos com um intervalo de cerca de 10 meses é inaceitável. A situação da aviação aérea beira o caos. Os problemas vão desde a malha aérea até a busca excessiva ou descontrolada por dinheiro e riqueza pelas companhias aéreas. A administração pública em todos os três níveis devem fazer uma ampla checagem em todos os aeroportos do país, na aparelhagem do controle aéreo e se disponibilizar a tomar medidas polêmicas e impopulares como: redução dos números de vôos, restrição do uso de Congonhas e Santos Dumont e inspeção de qualidade nas empresas aéreas.
Hoje fiquei sem vontade de escrever sobre música.
6.27.2007
Eu jamais entendo, nunca me esforcei a entender, apesar de tentar ver com os olhos de outrem no momento derradeiro, segundos antes da decisão racional. O instante final, quando se levanta a última vontade contra a própria vida, é irracional. Sem chances de ouvir uma palavra de alento, sem horizonte e perto do fim.
Centenas de bandas já escreveram sobre o tema. Samiam compôs "Dull"; Nofx, "Doornails"; Pennywise, "Bro Hymn"; Lagwagon, "Sad Astronaut".
Eu me pergunto se todo mundo já cogitou realmente, alguma vez na vida, não querer mais estar por aqui.
Sad Astronaut, Lagwagon
As you sat on the bed
Moments from your end
Inconceivable dread
Inches from your head
I can’t bear to imagine you
In that horror scene
One too sad to be
In my mind's eye
I am there
Embracing you so scared
Now you kill me too
You killed me too
Decidedly willing to lie for you
Absolutely willing to cry for you
Ill at ease in saying goodbye to you
A part of me will never know
I am there, again, intervals of red
An accomplice to
Things I couldn't do
In a fable disabled
I say words like foolish son
God what have you done
I'm a thin blue cliché, hopelessly
I'm a mouthful of doubtful
Decidedly willing to lie for you
Say again
Willing to cry for you
Finally saying goodbye to you
A part of you I'll never know
Looking through the spyglass in a punctured sky
While your garden died
You couldn't see the sky for your fallen stars
Endless in your arms
You were still alive even as the sad astronaut
Centenas de bandas já escreveram sobre o tema. Samiam compôs "Dull"; Nofx, "Doornails"; Pennywise, "Bro Hymn"; Lagwagon, "Sad Astronaut".
Eu me pergunto se todo mundo já cogitou realmente, alguma vez na vida, não querer mais estar por aqui.
Sad Astronaut, Lagwagon
As you sat on the bed
Moments from your end
Inconceivable dread
Inches from your head
I can’t bear to imagine you
In that horror scene
One too sad to be
In my mind's eye
I am there
Embracing you so scared
Now you kill me too
You killed me too
Decidedly willing to lie for you
Absolutely willing to cry for you
Ill at ease in saying goodbye to you
A part of me will never know
I am there, again, intervals of red
An accomplice to
Things I couldn't do
In a fable disabled
I say words like foolish son
God what have you done
I'm a thin blue cliché, hopelessly
I'm a mouthful of doubtful
Decidedly willing to lie for you
Say again
Willing to cry for you
Finally saying goodbye to you
A part of you I'll never know
Looking through the spyglass in a punctured sky
While your garden died
You couldn't see the sky for your fallen stars
Endless in your arms
You were still alive even as the sad astronaut
6.25.2007
Em alguns momentos, poucos não muitos, gostaria de ser a pessoa mais truculenta do mundo. Como na música: "Eu prefiro me sentar, simplesmente fumar cigarros e ser aquele com a boca mais barulhenta e ter mente mais fechada do mundo". O problema é que não fumo.
Tango porteño
Recomendo a banda Gotan Project. São 10 pessoas no palco: programador eletrônico, quarteto de cordas, piano de cauda, violão e acordeon. Fantástico. Eles tocaram em bsb no domingo.
Explicação para o grupo que mistura tango com eletrônica: "We really wanted to explore both tango and folkloric music from Argentina a lot further than we had before," says parisian Philippe Cohen Solal . "That's why many of the tracks are really classically tango-orientated, very traditional patterns that people like (Anibal) Troilo would use."
No último disco, eles exploraram a mistura do tango com rap. Dois MCs buenarense foram chamados para a tarefa. Na apresentação de Brasília, os dois foram incorporados ao grupo através de telões. A combinação foi primorosa.
A banda tem três albuns Lunático (2006); Inspiración-Espiración (2004) e La Revancha del Tango (2001). São belíssimos.
Tango porteño
Recomendo a banda Gotan Project. São 10 pessoas no palco: programador eletrônico, quarteto de cordas, piano de cauda, violão e acordeon. Fantástico. Eles tocaram em bsb no domingo.
Explicação para o grupo que mistura tango com eletrônica: "We really wanted to explore both tango and folkloric music from Argentina a lot further than we had before," says parisian Philippe Cohen Solal . "That's why many of the tracks are really classically tango-orientated, very traditional patterns that people like (Anibal) Troilo would use."
No último disco, eles exploraram a mistura do tango com rap. Dois MCs buenarense foram chamados para a tarefa. Na apresentação de Brasília, os dois foram incorporados ao grupo através de telões. A combinação foi primorosa.
A banda tem três albuns Lunático (2006); Inspiración-Espiración (2004) e La Revancha del Tango (2001). São belíssimos.
6.18.2007
Vale a pena conferir:
http://www.dominiopublico.gov.br
É um site mantido pela Secretaria de Educação à Distância, do Ministério da Educação. Lá pode-se encontrar todas as obras em português de domínio público, além de Shakespeare em português e inglês, Júlio Verne em francês e inglês, Julio Cesar em latim, Honoré de Balzac em inglês e francês. É um acervo enorme que inclui ainda músicas eruditas, fotografias e pinturas.
Apesar dos boatos que circulam na Internet, o site não será desativado, como garantiu a assessoria da SED.
http://www.dominiopublico.gov.br
É um site mantido pela Secretaria de Educação à Distância, do Ministério da Educação. Lá pode-se encontrar todas as obras em português de domínio público, além de Shakespeare em português e inglês, Júlio Verne em francês e inglês, Julio Cesar em latim, Honoré de Balzac em inglês e francês. É um acervo enorme que inclui ainda músicas eruditas, fotografias e pinturas.
Apesar dos boatos que circulam na Internet, o site não será desativado, como garantiu a assessoria da SED.
4.09.2007
Esse post é para as pessoas não ficarem por aí falando que morri. Até porque estou vivo. Até porque quase ninguém aparece nessa ilha virtual. E devo confessar que usar "ninguém" é uma ofensa ao ente "ninguém". O único que aparece por aqui sou eu quando não tenho absolutamente nada a fazer na Internet. Nada além de ser obrigado a ficar conectado, online, aguardando e aguardando o dia laborial se desenrolar até findar-se.
É o que faço agora. Estava sem nada a fazer quando resolvi por acaso entrar no blog do Mário Bortolotto e me encaminhar ao do Tche. Nada de nada. Vi um post sobre a Juliette Lewis, vi outro sobre uma idiossincrática rotina de um apartamento do centro de São Paulo. A rotina só é idiossincrática quando vivemos ela aos montes, repetindo cenas e cenas até que pequenos detalhes são expostos automaticamente. E ela só é idiossincrática por uma arrogância do autor que pensa uma rotina horrenda, árdua, febril, exaustiva e ofegante. Dói só de ler. E ler dói. Lembro-me de uma passagem em Sandman Vol. 1, no qual o Dr. Destino, John Dee, obriga com o rubi dos Sonhos uma garotinha lésbica a arrancar os próprios olhos com duas adágas e vislumbrar um mundo novo. Ler algumas coisas dói.
A rotina só é especial aos poetas eletrônicos e antiquados. Eu não. Como disse: se você tem a ambição de se tornar rico e burro, 50% do modelo de vida que almeja já foi alcançado. A outra parte provavelmente não conseguirá abraçar porque ser rico cabe a uma minoria extrema no país. Ou se você quer optar por ser pobre e inteligente você também alcançará só 50% porque a pobreza está por todos os lados. Em resumo: você será um classe média metido a besta, intelectualóide, com mais contas do que dinheiro no banco. Provavelmente seu ato de contrição será a exposição da sua rotina burra e idiossincrática.
Tell Everyone We're Dead
Caught without people or drink I don't know what else to thinkbut
I'm going to grow wings and sing,"amen, I'm checking out."
So withdrawing within the drawing room, drawing you.
And remember my memory was a mess when we'd undress near the dresser together
And you'd take me apart.
But then I'd say,"storms are born really far away somewhere west of LA"
where birds have kids like crazy,seagulls and turtledoves.
And remember we'd tell everyone to tell everyone we're dead.
And right now sugar and water will put me down.That's all right.I know.
PS: Acalme-se. Alguém já escreveu o que você está sentindo nesse momento, só que de um jeito mais especial e adequado do que você jamais poderá expressar em palavras.
É o que faço agora. Estava sem nada a fazer quando resolvi por acaso entrar no blog do Mário Bortolotto e me encaminhar ao do Tche. Nada de nada. Vi um post sobre a Juliette Lewis, vi outro sobre uma idiossincrática rotina de um apartamento do centro de São Paulo. A rotina só é idiossincrática quando vivemos ela aos montes, repetindo cenas e cenas até que pequenos detalhes são expostos automaticamente. E ela só é idiossincrática por uma arrogância do autor que pensa uma rotina horrenda, árdua, febril, exaustiva e ofegante. Dói só de ler. E ler dói. Lembro-me de uma passagem em Sandman Vol. 1, no qual o Dr. Destino, John Dee, obriga com o rubi dos Sonhos uma garotinha lésbica a arrancar os próprios olhos com duas adágas e vislumbrar um mundo novo. Ler algumas coisas dói.
A rotina só é especial aos poetas eletrônicos e antiquados. Eu não. Como disse: se você tem a ambição de se tornar rico e burro, 50% do modelo de vida que almeja já foi alcançado. A outra parte provavelmente não conseguirá abraçar porque ser rico cabe a uma minoria extrema no país. Ou se você quer optar por ser pobre e inteligente você também alcançará só 50% porque a pobreza está por todos os lados. Em resumo: você será um classe média metido a besta, intelectualóide, com mais contas do que dinheiro no banco. Provavelmente seu ato de contrição será a exposição da sua rotina burra e idiossincrática.
Tell Everyone We're Dead
Caught without people or drink I don't know what else to thinkbut
I'm going to grow wings and sing,"amen, I'm checking out."
So withdrawing within the drawing room, drawing you.
And remember my memory was a mess when we'd undress near the dresser together
And you'd take me apart.
But then I'd say,"storms are born really far away somewhere west of LA"
where birds have kids like crazy,seagulls and turtledoves.
And remember we'd tell everyone to tell everyone we're dead.
And right now sugar and water will put me down.That's all right.I know.
PS: Acalme-se. Alguém já escreveu o que você está sentindo nesse momento, só que de um jeito mais especial e adequado do que você jamais poderá expressar em palavras.
2.06.2007
As boas coisas aparecem. Elas demoram, mas sempre aparecem. E quando aparecem, é uma felicidade imensa.
No dia 7 de janeiro, eu comecei a sentir uma dor de cabeça que evoluiu para uma dor bizarra e me impedia de dormir. Na sexta-feira, seguinte, dia 12, descobri que tinha herpes zóster. Um vírus chamado varicella-zoster responsável pela catapora nas crianças. O vírus alojou-se no ramo oftalmológico do nervo trigêmeo, causou diversas alterações no lado esquerdo da face (na testa e ao redor do olho).
Uma semana depois de tratado, as bolhas secaram e se transformaram em feridas secas que desapareceram apenas em meados da semana do dia 22. No entanto, a sensibilidade na face e no couro cabeludo continuaram.
Depois de as feridas secarem, no dia 21, o olho direito começou a lacrimejar bastante e ficar altamente fotosensível. Diagnosticou-se em 26 de janeiro que haviam aparecido duas feridas na córnea, doença conhecida por ceratite e uma das mais frequentes reações pós-herpes zóster. Tramento de oito dias com pomada de aciclovir no olho. Os sintomas começaram a desaparecer no dia 3 de fevereiro.
Hoje 6 de fevereiro, a sensibilidade e o incômodo no olho são praticamente nulos. Não me sinto incomodado a realizar nenhuma atividade. Não sei se posso voltar a jogar futebol, no entanto.
Enfim, quero só registrar que o quadro da doença levou a porra de um mês, 30 filhas da puta dias, para desaparecer. Puta que me paranhas. Não quero nunca mais na vida inteira ficar 1 mês adoentado. VAI SE FODER.
Mas é o seguinte, o ROCK NÃO DÁ TRÉGUA!!!!!
PS: Depois que a dor de cabeça bizarra desapareceu descobri que a medicina tem uma classificação de dores. As três mais intensas com a mesma amplitude são: parto, cólica renal e herpes zóster. A dor é tanta porque o vírus varicela zóster aloja-se no nervo para destrui-lo.
PS2: Apesar do nome, a herpes zóster não é a mesma doença da herpes simplex nem causada pelo mesmo vírus. Apenas a manifestação cutânea é similar.
No dia 7 de janeiro, eu comecei a sentir uma dor de cabeça que evoluiu para uma dor bizarra e me impedia de dormir. Na sexta-feira, seguinte, dia 12, descobri que tinha herpes zóster. Um vírus chamado varicella-zoster responsável pela catapora nas crianças. O vírus alojou-se no ramo oftalmológico do nervo trigêmeo, causou diversas alterações no lado esquerdo da face (na testa e ao redor do olho).
Uma semana depois de tratado, as bolhas secaram e se transformaram em feridas secas que desapareceram apenas em meados da semana do dia 22. No entanto, a sensibilidade na face e no couro cabeludo continuaram.
Depois de as feridas secarem, no dia 21, o olho direito começou a lacrimejar bastante e ficar altamente fotosensível. Diagnosticou-se em 26 de janeiro que haviam aparecido duas feridas na córnea, doença conhecida por ceratite e uma das mais frequentes reações pós-herpes zóster. Tramento de oito dias com pomada de aciclovir no olho. Os sintomas começaram a desaparecer no dia 3 de fevereiro.
Hoje 6 de fevereiro, a sensibilidade e o incômodo no olho são praticamente nulos. Não me sinto incomodado a realizar nenhuma atividade. Não sei se posso voltar a jogar futebol, no entanto.
Enfim, quero só registrar que o quadro da doença levou a porra de um mês, 30 filhas da puta dias, para desaparecer. Puta que me paranhas. Não quero nunca mais na vida inteira ficar 1 mês adoentado. VAI SE FODER.
Mas é o seguinte, o ROCK NÃO DÁ TRÉGUA!!!!!
PS: Depois que a dor de cabeça bizarra desapareceu descobri que a medicina tem uma classificação de dores. As três mais intensas com a mesma amplitude são: parto, cólica renal e herpes zóster. A dor é tanta porque o vírus varicela zóster aloja-se no nervo para destrui-lo.
PS2: Apesar do nome, a herpes zóster não é a mesma doença da herpes simplex nem causada pelo mesmo vírus. Apenas a manifestação cutânea é similar.
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