Vale a pena conferir:
http://www.dominiopublico.gov.br
É um site mantido pela Secretaria de Educação à Distância, do Ministério da Educação. Lá pode-se encontrar todas as obras em português de domínio público, além de Shakespeare em português e inglês, Júlio Verne em francês e inglês, Julio Cesar em latim, Honoré de Balzac em inglês e francês. É um acervo enorme que inclui ainda músicas eruditas, fotografias e pinturas.
Apesar dos boatos que circulam na Internet, o site não será desativado, como garantiu a assessoria da SED.
6.12.2007
The Mix Up: A mistura da continuidade
O novo disco dos Beastie Boys a ser lançado em 26 de junho, “The Mix Up”, com a promessa de inovação, combina surpreendente com o “déjà vu”.
O álbum começa com conversas quase inaudíveis entre Mike D, Adrock, o percursionista Alfredo Ortiz e alguém chamado Tom. Mike D solicita o início da gravação. Adrock pede a Ortiz estabelecer o tempo da música, que responde: “I feel naked, brother”.
A primeira faixa “B for my Name” não tem nada de novo. E muito por conta do teclado de MoneyMark. Inspirada no acid jazz de Jimmy Smith, ela sobre, até a exaustão, da mesmice. Se Mark Nishita cansa a igualdade na primeira, na segunda “14th St. Break” começa a aparecer alguma inovação. A guitarra de Adrock tem uma frase suave e “catchy” lembrando, talvez, James Brown em início de carreira.
O cool funk entra solto em “Suco de Tangerina”, homenagem ao Brasil, “Electric Worm”, “Freak Hijiki” e “The Melee". A primeira é uma música alegre para levantar o espírito de um final de tarde de sexta-feira. A segunda abaixa o volume, pára para pensar e prepara o ritmo novamente agitado com “Freak Hijiki”. “The Melee” chega ao auge, numa mescla adequada de tangerina com limão.
As músicas mais esquisitas do disco são “The Gala Event” e “Dramastically Different”. Ambas são sombrias. Na primeira, a guitarra é cheia de efeito. MoneyMark lança algumas notas pontuais. “The Gala Event” parece trilha sonora de algum episódio maluco de Perdidos no Espaço com terno Armani de US$ 2.000. A segunda está toda funkeada é como se os Beastie Boys estivessem tocando num barzinho do subúrbio de Nova Délhi. A guitarra está tão precisa que lembra uma cítara.
As melhores músicas do disco são “Off the Grid” e “Rat Cage”, justamente as duas que ganharam versões em vídeos, que foram feitos por MCA. Ambas são carregadas pelo baixo de Adam Yauch, no melhor estilo “Stand Together”, de “Check Your Head”. “Off the Grid” abusa de tão boa. Começa tranqüila, com um solinho limpo de guitarra. Dá até para se pensar num vocal agressivo estilo “Sabotage”. Vozes cairiam como uma luva em “Off the Grid”. “Rat Cage” começa com o baixo mal tocado e “trastejando”, jargão musical para o som metálico que sai das cordas. Parece que MCA não conseguiu tirar corretamente os harmônicos do instrumento. O proposital não funcionou, a impressão de um “lazy bass” sobressai-se na música. Se eles tentaram inovar e fazer um rock sem saber explicar foi nessas duas faixas.
“Cousin of Death” flerta com esquisitice e rock n roll. O baixo bem distorcido dança com o órgão. A guitarra é ardida e está escondida para não tirar as ondas do baixo. Se os ouvidos são exigentes, “The Mix Up” vale somente por essas três músicas.
O disco acaba com “The Kangaroo Rat”, a seqüência de “Cousin of Death”. Tem um começo óbvio, lembra “Shambala”, de “Ill Communication”, mas acaba por ganhar um ritmo mais acelerado. Infelizmente, ela fica perto de deslanchar e pára por aí.
O que se pode concluir é que Mike D conseguiu expandir seu conhecimento quadrado da bateria (talvez por conta da ajuda de Ortiz na percussão). Adrock sabe como ninguém usar o efeito “wah wah”. MCA é o responsável por carregar todas as músicas com o baixo. Mark Nishita poderia ter tentado ousar. Beira a mesmice.
Backstage
O trio nova-iorquino conseguiu extrapolar os limites da música escorando-se pelo seguinte tripé: talento, inovação e marketing. São pioneiros pelos seguintes fatores:
1) Com origem no punk rock, eram brancos a fazer hip hop;
2) Compuseram um disco (Paul’s Boutique) com bases inteiramente sampleadas, algo que hoje seria um projeto inviável pelo custo de direitos autorais;
3) Com Paul’s Boutique não atingiram as mesmas vendas astronômicas do primeiro álbum (Licensed to Ill), mesmo assim resolveram compor um álbum (Check Your Head) meclando faixas de rap, hardcore e instrumentais funkeadas-jazzísticas. Voltaram ao topo.
4) Organizaram cinco edições de um festival de conscientização para situação do Tibet: o Tibetan Freedom Concert. Na quarta edição, os shows ocorreram no mesmo 13 de junho em Amsterdam, Chicago/Wisconsin, Sydney, Tokyo
5) Lançaram em 2006 uma vídeo experimentação de um show em Nova York. O filme “Awesome I fucking shot that”, feito com a participação de 50 câmeras distribuídas pela platéia, recebeu prêmios.
Esses cinco pontos reforçam os quesitos talento e inovação do grupo. E foi graças a esse envolvimento e aos processos de public awareness que o grupo foi ganhando experiência no marketing. Logo depois de lançar o último álbum “To the 5 Boroughs”, anunciaram que retornariam às origens do rock e lançariam novamente um disco inteiramente instrumental, diferente e mais pesado do que já foi feito com “Check Your Head” e “Ill Communication” (1994). Isso instigou a curiosidade de fãs ao redor do mundo.
Em março e abril, os dois meses escolhidos para o trio realizar o media label do novo disco, frase de Mike D que grudou em todos os cantos foi: “É um disco diferente, não consigo descrevê-lo”.
“The Mix Up” “vazou”, numa ação meticulosa do trio, quase um mês antes da data oficial de lançamento 26 de junho. O resultado é um disco recheado pelo instrumentalismo inovador e atrevido dos Beastie Boys. Tem tudo para ser mais um disco aclamado. Mas esqueça de procurar com afinco as diferenças. It’s just another beastie plan!
O novo disco dos Beastie Boys a ser lançado em 26 de junho, “The Mix Up”, com a promessa de inovação, combina surpreendente com o “déjà vu”.
O álbum começa com conversas quase inaudíveis entre Mike D, Adrock, o percursionista Alfredo Ortiz e alguém chamado Tom. Mike D solicita o início da gravação. Adrock pede a Ortiz estabelecer o tempo da música, que responde: “I feel naked, brother”.
A primeira faixa “B for my Name” não tem nada de novo. E muito por conta do teclado de MoneyMark. Inspirada no acid jazz de Jimmy Smith, ela sobre, até a exaustão, da mesmice. Se Mark Nishita cansa a igualdade na primeira, na segunda “14th St. Break” começa a aparecer alguma inovação. A guitarra de Adrock tem uma frase suave e “catchy” lembrando, talvez, James Brown em início de carreira.
O cool funk entra solto em “Suco de Tangerina”, homenagem ao Brasil, “Electric Worm”, “Freak Hijiki” e “The Melee". A primeira é uma música alegre para levantar o espírito de um final de tarde de sexta-feira. A segunda abaixa o volume, pára para pensar e prepara o ritmo novamente agitado com “Freak Hijiki”. “The Melee” chega ao auge, numa mescla adequada de tangerina com limão.
As músicas mais esquisitas do disco são “The Gala Event” e “Dramastically Different”. Ambas são sombrias. Na primeira, a guitarra é cheia de efeito. MoneyMark lança algumas notas pontuais. “The Gala Event” parece trilha sonora de algum episódio maluco de Perdidos no Espaço com terno Armani de US$ 2.000. A segunda está toda funkeada é como se os Beastie Boys estivessem tocando num barzinho do subúrbio de Nova Délhi. A guitarra está tão precisa que lembra uma cítara.
As melhores músicas do disco são “Off the Grid” e “Rat Cage”, justamente as duas que ganharam versões em vídeos, que foram feitos por MCA. Ambas são carregadas pelo baixo de Adam Yauch, no melhor estilo “Stand Together”, de “Check Your Head”. “Off the Grid” abusa de tão boa. Começa tranqüila, com um solinho limpo de guitarra. Dá até para se pensar num vocal agressivo estilo “Sabotage”. Vozes cairiam como uma luva em “Off the Grid”. “Rat Cage” começa com o baixo mal tocado e “trastejando”, jargão musical para o som metálico que sai das cordas. Parece que MCA não conseguiu tirar corretamente os harmônicos do instrumento. O proposital não funcionou, a impressão de um “lazy bass” sobressai-se na música. Se eles tentaram inovar e fazer um rock sem saber explicar foi nessas duas faixas.
“Cousin of Death” flerta com esquisitice e rock n roll. O baixo bem distorcido dança com o órgão. A guitarra é ardida e está escondida para não tirar as ondas do baixo. Se os ouvidos são exigentes, “The Mix Up” vale somente por essas três músicas.
O disco acaba com “The Kangaroo Rat”, a seqüência de “Cousin of Death”. Tem um começo óbvio, lembra “Shambala”, de “Ill Communication”, mas acaba por ganhar um ritmo mais acelerado. Infelizmente, ela fica perto de deslanchar e pára por aí.
O que se pode concluir é que Mike D conseguiu expandir seu conhecimento quadrado da bateria (talvez por conta da ajuda de Ortiz na percussão). Adrock sabe como ninguém usar o efeito “wah wah”. MCA é o responsável por carregar todas as músicas com o baixo. Mark Nishita poderia ter tentado ousar. Beira a mesmice.
Backstage
O trio nova-iorquino conseguiu extrapolar os limites da música escorando-se pelo seguinte tripé: talento, inovação e marketing. São pioneiros pelos seguintes fatores:
1) Com origem no punk rock, eram brancos a fazer hip hop;
2) Compuseram um disco (Paul’s Boutique) com bases inteiramente sampleadas, algo que hoje seria um projeto inviável pelo custo de direitos autorais;
3) Com Paul’s Boutique não atingiram as mesmas vendas astronômicas do primeiro álbum (Licensed to Ill), mesmo assim resolveram compor um álbum (Check Your Head) meclando faixas de rap, hardcore e instrumentais funkeadas-jazzísticas. Voltaram ao topo.
4) Organizaram cinco edições de um festival de conscientização para situação do Tibet: o Tibetan Freedom Concert. Na quarta edição, os shows ocorreram no mesmo 13 de junho em Amsterdam, Chicago/Wisconsin, Sydney, Tokyo
5) Lançaram em 2006 uma vídeo experimentação de um show em Nova York. O filme “Awesome I fucking shot that”, feito com a participação de 50 câmeras distribuídas pela platéia, recebeu prêmios.
Esses cinco pontos reforçam os quesitos talento e inovação do grupo. E foi graças a esse envolvimento e aos processos de public awareness que o grupo foi ganhando experiência no marketing. Logo depois de lançar o último álbum “To the 5 Boroughs”, anunciaram que retornariam às origens do rock e lançariam novamente um disco inteiramente instrumental, diferente e mais pesado do que já foi feito com “Check Your Head” e “Ill Communication” (1994). Isso instigou a curiosidade de fãs ao redor do mundo.
Em março e abril, os dois meses escolhidos para o trio realizar o media label do novo disco, frase de Mike D que grudou em todos os cantos foi: “É um disco diferente, não consigo descrevê-lo”.
“The Mix Up” “vazou”, numa ação meticulosa do trio, quase um mês antes da data oficial de lançamento 26 de junho. O resultado é um disco recheado pelo instrumentalismo inovador e atrevido dos Beastie Boys. Tem tudo para ser mais um disco aclamado. Mas esqueça de procurar com afinco as diferenças. It’s just another beastie plan!
6.06.2007
Só um teaser. Acabei, neste exato momento, precisamente às 16h17 desta quarta-feira, 6 de junho, de ouvir as 12 faixas do novo disco dos Beastie Boys, The Mix Up. Está diferente. O disco está mais pesado, mas a sensação é que está mantido o espírito das outras músicas instrumentais que eles gravaram em Check Your Head (1992) e Ill Communication (1994), compiladas no The In Sound From The Way Out (1995).
De fato, ficou a frustração de não ouvir vocais. Mas algo se destaca e chama a atenção dos ouvidos: uma continuidade entre o final de uma faixa e o começo da próxima. Isso, porém, vou deixar para explorar numa resenha elaborada que planejo postar sobre o disco.
PS: A Internet é fantástica. O disco só será lançado oficialmente em 26 de junho.
De fato, ficou a frustração de não ouvir vocais. Mas algo se destaca e chama a atenção dos ouvidos: uma continuidade entre o final de uma faixa e o começo da próxima. Isso, porém, vou deixar para explorar numa resenha elaborada que planejo postar sobre o disco.
PS: A Internet é fantástica. O disco só será lançado oficialmente em 26 de junho.
5.29.2007
Eu tenho um sério problema em tomar decisões que afetam minha vida no longo prazo. Até agora, como diz um amigo meu, a minha vida foi resultado da própria inércia, ou seja, não precisei analisar com cautela e detalhe a decisão que tomaria. Elas foram vindo, foram vindo, mudei para Brasília, deixei de morar sozinho, fui morar com quatro camaradas, troquei de emprego, fiquei puto, troquei de emprego novamente, mudei de casa, passei a morar com três camaradas. Mas, agora, a partir do ano que vem, as coisas não serão tão mais no automático e já estou antecipando sentimentos. Se já foi difícil me envolver em 24 parcelas para pagar meu carro, essa próxima decisão será ainda mais árdua. Enfim, já fui seis anos para trás. Que tal seis anos para frente?
Diálogo:
- I have this feeling inside that i wouldn't like me if i met me.
- It seems like a losing fight.
- If you can see thru my eyes then you'd believe me. The truth is that i'm overrated, I can't think straight I'm formulaic, the truth is that it's sad to say it, but you can't help me.
- I don't see you that way, I hear the words that you say, I just tell you that your heart's in the right place. It's the world that's confused and it's never too late to save a hopeless case.
- I've always known a ghost like me, can disappear in a moment, i'm my own worst casualty, everything i touch can get broken, the truth is that i'm self-destructive, i'm insecure, i'm out of focus, the truth is that i've had enough but you still help me.
- I don't see you that way, I hear the words that you say, I just tell you that your heart's in the right place. It's the world that's confused and it's never too late to save a hopeless case.
-You're giving me perspective, it's better than mine, and i'll still be defective and you're wasting your time.
Diálogo:
- I have this feeling inside that i wouldn't like me if i met me.
- It seems like a losing fight.
- If you can see thru my eyes then you'd believe me. The truth is that i'm overrated, I can't think straight I'm formulaic, the truth is that it's sad to say it, but you can't help me.
- I don't see you that way, I hear the words that you say, I just tell you that your heart's in the right place. It's the world that's confused and it's never too late to save a hopeless case.
- I've always known a ghost like me, can disappear in a moment, i'm my own worst casualty, everything i touch can get broken, the truth is that i'm self-destructive, i'm insecure, i'm out of focus, the truth is that i've had enough but you still help me.
- I don't see you that way, I hear the words that you say, I just tell you that your heart's in the right place. It's the world that's confused and it's never too late to save a hopeless case.
-You're giving me perspective, it's better than mine, and i'll still be defective and you're wasting your time.
5.24.2007
Balada da hora
patota reunida, é um dia especial
na casa do jesus, às duas da manhã
chama todo mundo, até os primos do alan
chegou o pessoal, todo mundo empolgado
rolando o som no talo aquele hardcore irado
e só pra quem não foi, que azar que você tem
balada como essa não vai ter ano que vem!
balada... da hora
a noite vai passando, seis horas da madruga
tomou banho de breja? balada,
se enxuga ninguém desanimando,
a galera não é fraquinha
todo mundo sossegado cantando na cozinha
se não tem o que fazer, relaxa não faz mal
chama o strike e puxa um coro de natal
vamo sair lá fora, galera tá descalça
é hora de rolar uma olimpíada sem calça!
balada... sem calça balada... da hora
patota reunida, é um dia especial
na casa do jesus, às duas da manhã
chama todo mundo, até os primos do alan
chegou o pessoal, todo mundo empolgado
rolando o som no talo aquele hardcore irado
e só pra quem não foi, que azar que você tem
balada como essa não vai ter ano que vem!
balada... da hora
a noite vai passando, seis horas da madruga
tomou banho de breja? balada,
se enxuga ninguém desanimando,
a galera não é fraquinha
todo mundo sossegado cantando na cozinha
se não tem o que fazer, relaxa não faz mal
chama o strike e puxa um coro de natal
vamo sair lá fora, galera tá descalça
é hora de rolar uma olimpíada sem calça!
balada... sem calça balada... da hora
5.23.2007
Full of myself when I was so full of shit
Tava sem fazer nada e resolvi remexer nos arquivos do GB. Encontrei mensagens de 12 de junho de 2001. Alguém se lembra da data, além do fato de ser dia dos namorados? A discussão, que envolvia todo mundo, era sobre a encheção de saco da Sofia. O climax foi um bate-boca entre eu e o Léo.
Eu fiz um texto arrogante para defender o direito da guriazinha se expressar e condenar todos os que a atacavam. O Léo me criticou por entender que eu demonstrei certo grau de hipocrisia, afinal, eu falava algo e escrevia outra.
Depois de seis anos (áfe) da treta, lendo com calma e sem paixão. Li meus textos enchendo meus olhos da soberba nojenta e injusta que pesaram nas minhas palavras. Impressionante. Eu sempre achei injusto quando as pessoas falavam que, em determinados momentos, eu era arrongante além da conta, mas lendo essa discussão percebi que exerci a arrogância ao extremo e pra caralho.
Acho que melhorei, mas ainda recorro à soberba, sobretudo quando me auto-elogio. Isso deve ser realmente chato. Eu imagino quão chato e presunçoso sou.
A tensão termina com um comentário do Cássio que segue abaixo:
"eu tinha escrito uma mensagem enorme sobre as ultimas mensagens do tiago e do léo, mas achei melhor não escrever aqui. vou me limitar a dizer que não acho nenhum dos dois hipócrita. vocês dois sabem o que acham um do outro, o que concordam e discordam sobre suas personalidades. vocês não são melhores amigos e nunca disseram que eram, nem agiram como tal. vocês se relacionam um com o outro conforme a liberdade que se dão, vcs são amigos até onde querem ser amigos um do outro. e é isso aí. posso estar fazendo uma puta burrada de me meter, mas vcs dois são importantes pra caralho na minha vida e eu não curto esse clima que tá rolando. a meu ver, é bem simples, vcs dois não são super-hiper-compatíveis, têm seus pontos em comum e suas discordâncias. pronto. repetindo, posso estar fazendo besteira de me intrometer, mas juro que só quis ajudar. desculpem aí vcs 2 se eu falei bosta. de verdade. té+ eu"
Tudo isso pra dizer que seis anos se passaram... Acho que acabei de fazer um mea culpa.
Tava sem fazer nada e resolvi remexer nos arquivos do GB. Encontrei mensagens de 12 de junho de 2001. Alguém se lembra da data, além do fato de ser dia dos namorados? A discussão, que envolvia todo mundo, era sobre a encheção de saco da Sofia. O climax foi um bate-boca entre eu e o Léo.
Eu fiz um texto arrogante para defender o direito da guriazinha se expressar e condenar todos os que a atacavam. O Léo me criticou por entender que eu demonstrei certo grau de hipocrisia, afinal, eu falava algo e escrevia outra.
Depois de seis anos (áfe) da treta, lendo com calma e sem paixão. Li meus textos enchendo meus olhos da soberba nojenta e injusta que pesaram nas minhas palavras. Impressionante. Eu sempre achei injusto quando as pessoas falavam que, em determinados momentos, eu era arrongante além da conta, mas lendo essa discussão percebi que exerci a arrogância ao extremo e pra caralho.
Acho que melhorei, mas ainda recorro à soberba, sobretudo quando me auto-elogio. Isso deve ser realmente chato. Eu imagino quão chato e presunçoso sou.
A tensão termina com um comentário do Cássio que segue abaixo:
"eu tinha escrito uma mensagem enorme sobre as ultimas mensagens do tiago e do léo, mas achei melhor não escrever aqui. vou me limitar a dizer que não acho nenhum dos dois hipócrita. vocês dois sabem o que acham um do outro, o que concordam e discordam sobre suas personalidades. vocês não são melhores amigos e nunca disseram que eram, nem agiram como tal. vocês se relacionam um com o outro conforme a liberdade que se dão, vcs são amigos até onde querem ser amigos um do outro. e é isso aí. posso estar fazendo uma puta burrada de me meter, mas vcs dois são importantes pra caralho na minha vida e eu não curto esse clima que tá rolando. a meu ver, é bem simples, vcs dois não são super-hiper-compatíveis, têm seus pontos em comum e suas discordâncias. pronto. repetindo, posso estar fazendo besteira de me intrometer, mas juro que só quis ajudar. desculpem aí vcs 2 se eu falei bosta. de verdade. té+ eu"
Tudo isso pra dizer que seis anos se passaram... Acho que acabei de fazer um mea culpa.
5.16.2007
Ontem, os Beastie Boys disponibilizaram um vídeo/ensaio de "The Grid", uma das músicas do novo álbum "The Mix-Up". Como prometido e antecipado, ela soa diferente (mas não muito) de todas as instrumentais já gravadas por eles. A música começa "grooveada" com os teclados de MoneyMark e uma linha de baixo marcada, nada diferente das diversas músicas de "In Sound From the Way Out" (lembrando, inclusive, Ricky's Theme). A música começa a ganhar corpo com a bateria, uma linha de baixo estilo baladinha Red Hot Chilli Peppers e, sobretudo, com a guitarra limpa, sem o tradicional efeito wah-wah que o AdRock adora usar.
A música é milimétrica. Tem um minuto de introdução e um minuto de um groove-jazz de ambiente. É quando uma parada e uma virada solo na bateria de Mike D entram para marcar a diferença. A guitarra rápida não fica completamente distorcida; são notas bem agudas com um flanger sutil que carregam as ondas sonoras. O peso da música, como é de praxe nos Beastie Boys, é dado pelo baixo. Não chega a ser um rock n roll mas é definitivamente mais pesado, como um encontro entre"Sabotage" e "Groove Holmes". Por alguns segundos parece "The Strokes"...
Ou seja "The Grid" nasce de mais um experimento dos Bboys. A música sintetiza o que "The Mix-Up" vem para ser: um álbum instrumental experimentalmente mais pesado no melhor estilo laboratorial dos Beastie Boys.
É claro que, apesar de uma boa composição, é frustrante não vir acompanhada de vocais, de letras bem rimadas e um rap agitado. De fato, fica um gosto de "quero mais" o mesmo que surgiu quando "Hello Nasty", de 1998, trouxe apenas hip hop, uma bossa/mpb em inglês e nada de instrumental grooveado, nem hardcore, que davam o sabor adicional de "Check Your Head", de 1992, e "Ill Communication", de 1994.
Ou seja, mal posso esperar por 26 de junho, data oficial para o lançamento de "The Mix-Up".
Abaixo segue a lista das 12 músicas do disco.
1. B For My Name
2. 14th St. Break
3. Suco De Tangerina
4. The Gala Event
5. Electric Worm
6. Freaky Hijiki
7. Off The Grid
8. The Rat Cage
9. The Melee
10. Dramastically Different
11. The Cousin Of Death
12. The Kangaroo Rat
PS: No site oficial (www.beastieboys.com), além de uma série de informações sobre as gravações é possível ouvir previews das 12 faixas. Fantástico.
A música é milimétrica. Tem um minuto de introdução e um minuto de um groove-jazz de ambiente. É quando uma parada e uma virada solo na bateria de Mike D entram para marcar a diferença. A guitarra rápida não fica completamente distorcida; são notas bem agudas com um flanger sutil que carregam as ondas sonoras. O peso da música, como é de praxe nos Beastie Boys, é dado pelo baixo. Não chega a ser um rock n roll mas é definitivamente mais pesado, como um encontro entre"Sabotage" e "Groove Holmes". Por alguns segundos parece "The Strokes"...
Ou seja "The Grid" nasce de mais um experimento dos Bboys. A música sintetiza o que "The Mix-Up" vem para ser: um álbum instrumental experimentalmente mais pesado no melhor estilo laboratorial dos Beastie Boys.
É claro que, apesar de uma boa composição, é frustrante não vir acompanhada de vocais, de letras bem rimadas e um rap agitado. De fato, fica um gosto de "quero mais" o mesmo que surgiu quando "Hello Nasty", de 1998, trouxe apenas hip hop, uma bossa/mpb em inglês e nada de instrumental grooveado, nem hardcore, que davam o sabor adicional de "Check Your Head", de 1992, e "Ill Communication", de 1994.
Ou seja, mal posso esperar por 26 de junho, data oficial para o lançamento de "The Mix-Up".
Abaixo segue a lista das 12 músicas do disco.
1. B For My Name
2. 14th St. Break
3. Suco De Tangerina
4. The Gala Event
5. Electric Worm
6. Freaky Hijiki
7. Off The Grid
8. The Rat Cage
9. The Melee
10. Dramastically Different
11. The Cousin Of Death
12. The Kangaroo Rat
PS: No site oficial (www.beastieboys.com), além de uma série de informações sobre as gravações é possível ouvir previews das 12 faixas. Fantástico.
5.05.2007
Como estou no assunto resenhas musicais. Vou fazer uma crítica da crítica. Ontem li duas análises do último disco do Lifetime, lançado em 6 de fevereiro deste ano pouco menos de 10 anos depois Jersey's Best Dancer.
Fiquei incomodado com ambas exaltarem o fato de a banda ter conseguido "agradar" os fãs por não ter inovado em nada. O disco, segundo dizem os autores, é a sequência do anterior, que poderia ter sido lançado no ano seguinte. Não faria qualquer diferença. Não parece que se passaram dez anos, tampouco que é um disco de "reunião".
"It's almost ridiculous how tight, undeniably catchy and compelling the Lifetime crew sounds ten years, some marriages, and a Ph.D. after the fact", escreve Corey Apar, do site Allmusic.
As críticas caminham através da exaltação e escondem que Lifetime, o disco, como sequência é mediocre. Nem muito bom, nem muito ruim. É um disco de hardcore que poderia ter sido composto por qualquer uma das bandas que estava em alta no cenário de 1997, ano de lançamento de Jersey's Best Dancer.
O ponto positivo é que Ari Katz e grupo não se renderam aos ventos emo que cansaram os ouvidos de qualquer "moleque" de 16 anos. A banda foi genuína, mas passou longe do genial Hello Bastards. É isso: o reunion album Lifetime é só a sequência. Nem parece que o álbum trocou...
Fiquei incomodado com ambas exaltarem o fato de a banda ter conseguido "agradar" os fãs por não ter inovado em nada. O disco, segundo dizem os autores, é a sequência do anterior, que poderia ter sido lançado no ano seguinte. Não faria qualquer diferença. Não parece que se passaram dez anos, tampouco que é um disco de "reunião".
"It's almost ridiculous how tight, undeniably catchy and compelling the Lifetime crew sounds ten years, some marriages, and a Ph.D. after the fact", escreve Corey Apar, do site Allmusic.
As críticas caminham através da exaltação e escondem que Lifetime, o disco, como sequência é mediocre. Nem muito bom, nem muito ruim. É um disco de hardcore que poderia ter sido composto por qualquer uma das bandas que estava em alta no cenário de 1997, ano de lançamento de Jersey's Best Dancer.
O ponto positivo é que Ari Katz e grupo não se renderam aos ventos emo que cansaram os ouvidos de qualquer "moleque" de 16 anos. A banda foi genuína, mas passou longe do genial Hello Bastards. É isso: o reunion album Lifetime é só a sequência. Nem parece que o álbum trocou...
5.04.2007
A crítica nacional de música é bem pouco difundida. De fato existem apenas dois que fazem com algum interesse análise de música no Brasil, Álvaro Pereira Júnior (Folha e TV Globo) e Lúcio Ribeiro (iG). O problema é que fazem uma crítica setorizada que se baseia no modo inglês de escrever sobre música. Exaltam apenas um estilo musical, uma única maneira de fazer rock n roll, endeusam os novos artistas, rotulam de novidades releituras e dificilmente recorrem à história da música para fortalecer suas críticas. Entre os dois prefiro o Álvaro. Seus textos são mais sóbrios, sem extensos adjetivos e pouca exaltação groupie de bandas, como é o caso do Lúcio Ribeiro.
O problema é que ambos baseiam-se em bandas que fazem o line-up do Coachella para ouvir, comparar e analisar o mercado fonográfico internacional e alternativo, com o olho inglês da história. Arcade Fire, Fratellis, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs e afins são as favoritas. Fato é que festivais de grande porte nos Estados Unidos não rendem lucros se o headliner não for grandes bandas como Red Hot Chilli Peppers, a reunião do Rage Against the Machine e a Bjork (em menor escala). O Coachella não é alternativo, não é indie. O Coachella é mainstream com máscara indie porque a América, sobretudo a indústria fonográfica, sabe muito bem criar simulacros para vender ídolos os cools indies!
O problema é que ambos baseiam-se em bandas que fazem o line-up do Coachella para ouvir, comparar e analisar o mercado fonográfico internacional e alternativo, com o olho inglês da história. Arcade Fire, Fratellis, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs e afins são as favoritas. Fato é que festivais de grande porte nos Estados Unidos não rendem lucros se o headliner não for grandes bandas como Red Hot Chilli Peppers, a reunião do Rage Against the Machine e a Bjork (em menor escala). O Coachella não é alternativo, não é indie. O Coachella é mainstream com máscara indie porque a América, sobretudo a indústria fonográfica, sabe muito bem criar simulacros para vender ídolos os cools indies!
4.25.2007
Hoje publiquei matéria sobre a turnê do Less than Jake no Brasil com uma entrevista com o Roger, baixista e vocalista da banda. Como não usei grande parte do material da entrevista, vou postá-la aqui em forma pingue-pongue. A entrevista foi feita pelo telefone. Eu, em Brasília, o Roger, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
E aí, Roger, tudo bem?
Tudo. Estou um pouco cansado, dormi muito pouco.
Chegou no Brasil hoje?
Sim, hoje de manhã. Vim ontem de noite da Florida.
Qual é a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez?
Parece demais. Nós nunca tivemos oportunidade de vir pro Brasil. Nunca ninguém nos chamava para vir. Estávamos procurando alguém para vir porque a gente sempre toca na Inglaterra, no Japão e nunca no Brasil. Todo mundo que a gente conversava falava que era demais. A gente só estava esperando o nosso tempo chegar.
Antes de começarmos a entrevista, gostaria de saber como você aprendeu a falar português?
Eu nasci nos Estados Unidos, mas os meus pais são de Porto Alegre. Nasci falando português. Eu estou sem prática e às vezes fica difícil falar e entender, mas toda minha vida falo português.
E como você entrou para o Less than Jake?
Eu entrei na Universidade da Florida, que fica em Gainesville, para estudar e eu conheci o Chris (Demakes, guitarrista). Ele tinha uma bandinha, e eu tocava guitarra. Ele me convidou para fazer um barulhinho. Comecei a tocar na mesma semana. Foi quando o Chris me disse: “Não estamos afim do baixista, você vai comprar um baixo e entrar para a banda”. Eu disse: “Vou tentar”. E começamos a tocar bastante, em clubs por toda a Florida. Depois começamos a viajar. Em, 1995 quando eu sai do colégio (faculdade) fizemos os primeiros contratos de disco fizemos o “going on tour”.
Você chegou a se formar na Universidade?
Não cheguei nem perto.
E qual curso você estudou?
Química, mas trocar pelo baixo foi a escolha melhor.
E como você acha que os brasileiros vão reagir ao show do Less than Jake?
Eu conversei com os amigos do Nofx e eles disseram que o Brasil é uma loucura, todo mundo é feliz. Acho que vai ser legal, nós tenta ter comprometimento com o público e sabemos que eles vão deixar os problemas em casa. Vai encaixar o jeito nosso com as pessoas, para nós tentar se divertir.
Vocês prepararam alguma coisa específica para os fãs brasileiros?
Especifica não. Eu estava pensando em cantar em português, para dar idéia de que eu sei falar português.
E o set list do show vai ser baseado em qual álbum?
Vai ser misturado. Não vai ser só do disco mais novo, não, vai ter mistura. Tem mais de 130 sons que sabemos tocar.
Como no show que vai ser feito em Londres em setembro desse ano?
Esse show dos seis discos a gente já fez na Flórida. Levou uma semana para a gente ensaiar tudo. Tinha aqueles letras que faz anos que a gente não tocava e nem se lembrava mais. Agora temos 130 sons ensaiados. E está bem gozado, agora a gente lembra de tudo, podemos tocar qualquer coisa. Eu agora sinto que bateu a realidade, que estamos juntos há 15 anos. Tudo isso aconteceu.
E como você recebeu a história da Kerrang de colocar o Hello Rockview na lista dos discos mais importantes da história do punk rock?
A Kerrang sempre tratou muito bem a gente.Os shows que a gente faz na Inglaterra são sensacionais e isso não aconteceu para nós em casa. Nós não estamos nessa lista nos Estaod Unidos. Não é considerado uma banda desse tamanho, o Less than Jake, em casa. A Inglaterra é legal. Lá, eles nunca tocaram tanto a gente nas rádios, não houve um forte trabalho de media label, como nos Estados Unidos. Então, quando vamos para lá parece que é uma banda nova e temos a oportunidade de aparecer bastante.
E como você compararia a sua expectativa sobre os brasileiros, quer dizer, eles vão ser mais parecidos com os americanos ou com os ingleses?
Como o público inglês e no Japão. Vai ser uma sensação de loucura, o pessoal lá é acelerado e tá sentindo a música. A turma vai dançar bem, também.
E o que seus amigos que já tocaram aqui disseram do Brasil?
Das gurias. Eu conversei também com o Bad Religion que é uma baita banda. A maioria dos amigos, ficam de boca aberta que a gente vai tocar no Brasil, quer dizer, o Brasil é tão enorme.
Você conhece alguma banda brasileira?
Não conheço, estou por fora das músicas de hoje. Estou escutando punk de 10 anos atrás.
Qual é o disco do Less than Jake favorito?
Ah essa é fácil. É o Anthem que o producer foi o Rob Cavallo, que gravou vários discos do Green Day. Ele tinha um estilo de fazer música e foi ajuntando as pessoas, falar junto, conversa aberta, ajudou o processo de criar o som. A gente morava na mesma casa em Los Angeles, gravando, sem outras pessoas por quase 2 meses.
E quem fazia maior zona na casa?
Ah essa é fácil. O Chris. Ele é uma loucura. Mas a gente se conhece bem, somos amigos e não tem problema?
E o qual sua relação com Gainesville e com Porto Alegre?
Para mim, Gainesville é uma cidade onde eu sai de morar com os pais e viver da musica, muitas antes do Less Than Jake. É uma cidade pequena. Quando a gente fica viajando por todo mundo, é bom voltar para Gainesville porque é uma cidadezinha tudo é quietinho. É calmo estar lá. Aqui em Porto Alegre, a minha mãe está comigo. Ela nasceu em Porto Alegre e foi em 1960 e poucos 1968 para os Estados Unidos. É difícil acreditar que estou voltando para onde começou tudo. Começando o tour em Porto Alegre, não pode ser mais especial!
E aí, Roger, tudo bem?
Tudo. Estou um pouco cansado, dormi muito pouco.
Chegou no Brasil hoje?
Sim, hoje de manhã. Vim ontem de noite da Florida.
Qual é a expectativa de tocar no Brasil pela primeira vez?
Parece demais. Nós nunca tivemos oportunidade de vir pro Brasil. Nunca ninguém nos chamava para vir. Estávamos procurando alguém para vir porque a gente sempre toca na Inglaterra, no Japão e nunca no Brasil. Todo mundo que a gente conversava falava que era demais. A gente só estava esperando o nosso tempo chegar.
Antes de começarmos a entrevista, gostaria de saber como você aprendeu a falar português?
Eu nasci nos Estados Unidos, mas os meus pais são de Porto Alegre. Nasci falando português. Eu estou sem prática e às vezes fica difícil falar e entender, mas toda minha vida falo português.
E como você entrou para o Less than Jake?
Eu entrei na Universidade da Florida, que fica em Gainesville, para estudar e eu conheci o Chris (Demakes, guitarrista). Ele tinha uma bandinha, e eu tocava guitarra. Ele me convidou para fazer um barulhinho. Comecei a tocar na mesma semana. Foi quando o Chris me disse: “Não estamos afim do baixista, você vai comprar um baixo e entrar para a banda”. Eu disse: “Vou tentar”. E começamos a tocar bastante, em clubs por toda a Florida. Depois começamos a viajar. Em, 1995 quando eu sai do colégio (faculdade) fizemos os primeiros contratos de disco fizemos o “going on tour”.
Você chegou a se formar na Universidade?
Não cheguei nem perto.
E qual curso você estudou?
Química, mas trocar pelo baixo foi a escolha melhor.
E como você acha que os brasileiros vão reagir ao show do Less than Jake?
Eu conversei com os amigos do Nofx e eles disseram que o Brasil é uma loucura, todo mundo é feliz. Acho que vai ser legal, nós tenta ter comprometimento com o público e sabemos que eles vão deixar os problemas em casa. Vai encaixar o jeito nosso com as pessoas, para nós tentar se divertir.
Vocês prepararam alguma coisa específica para os fãs brasileiros?
Especifica não. Eu estava pensando em cantar em português, para dar idéia de que eu sei falar português.
E o set list do show vai ser baseado em qual álbum?
Vai ser misturado. Não vai ser só do disco mais novo, não, vai ter mistura. Tem mais de 130 sons que sabemos tocar.
Como no show que vai ser feito em Londres em setembro desse ano?
Esse show dos seis discos a gente já fez na Flórida. Levou uma semana para a gente ensaiar tudo. Tinha aqueles letras que faz anos que a gente não tocava e nem se lembrava mais. Agora temos 130 sons ensaiados. E está bem gozado, agora a gente lembra de tudo, podemos tocar qualquer coisa. Eu agora sinto que bateu a realidade, que estamos juntos há 15 anos. Tudo isso aconteceu.
E como você recebeu a história da Kerrang de colocar o Hello Rockview na lista dos discos mais importantes da história do punk rock?
A Kerrang sempre tratou muito bem a gente.Os shows que a gente faz na Inglaterra são sensacionais e isso não aconteceu para nós em casa. Nós não estamos nessa lista nos Estaod Unidos. Não é considerado uma banda desse tamanho, o Less than Jake, em casa. A Inglaterra é legal. Lá, eles nunca tocaram tanto a gente nas rádios, não houve um forte trabalho de media label, como nos Estados Unidos. Então, quando vamos para lá parece que é uma banda nova e temos a oportunidade de aparecer bastante.
E como você compararia a sua expectativa sobre os brasileiros, quer dizer, eles vão ser mais parecidos com os americanos ou com os ingleses?
Como o público inglês e no Japão. Vai ser uma sensação de loucura, o pessoal lá é acelerado e tá sentindo a música. A turma vai dançar bem, também.
E o que seus amigos que já tocaram aqui disseram do Brasil?
Das gurias. Eu conversei também com o Bad Religion que é uma baita banda. A maioria dos amigos, ficam de boca aberta que a gente vai tocar no Brasil, quer dizer, o Brasil é tão enorme.
Você conhece alguma banda brasileira?
Não conheço, estou por fora das músicas de hoje. Estou escutando punk de 10 anos atrás.
Qual é o disco do Less than Jake favorito?
Ah essa é fácil. É o Anthem que o producer foi o Rob Cavallo, que gravou vários discos do Green Day. Ele tinha um estilo de fazer música e foi ajuntando as pessoas, falar junto, conversa aberta, ajudou o processo de criar o som. A gente morava na mesma casa em Los Angeles, gravando, sem outras pessoas por quase 2 meses.
E quem fazia maior zona na casa?
Ah essa é fácil. O Chris. Ele é uma loucura. Mas a gente se conhece bem, somos amigos e não tem problema?
E o qual sua relação com Gainesville e com Porto Alegre?
Para mim, Gainesville é uma cidade onde eu sai de morar com os pais e viver da musica, muitas antes do Less Than Jake. É uma cidade pequena. Quando a gente fica viajando por todo mundo, é bom voltar para Gainesville porque é uma cidadezinha tudo é quietinho. É calmo estar lá. Aqui em Porto Alegre, a minha mãe está comigo. Ela nasceu em Porto Alegre e foi em 1960 e poucos 1968 para os Estados Unidos. É difícil acreditar que estou voltando para onde começou tudo. Começando o tour em Porto Alegre, não pode ser mais especial!
4.11.2007
Depois de descobrir que fui extremamente injusto com "ninguém", estou arrependido. Este blog teve sim alguns visitantes nos últimos tempos. Pelo menos três. E digo pelo menos porque além da certeza de que entro aqui, outras duas pessoas deixaram um recadinho: a jups e a carol. Fantástico!
Agora, estou empolgado, estou a imaginar quantos errantes virtuais caminharam por essas bandas nos últimos tempos. Como um dos meus defeitos ou qualidades é a ambição, já estou a achar que periodicamente pessoas entram aqui, lêem meus textos, lêem as parcas poesias, lêem e me julgam. Afinal, não existe um só ser na terra alheio à inquisição, benfeitores ou mau caráteres, todos estão aptos, dispostos e, porquê não, contentes de lançar dúvidas, comentários sobre ao desencadeamento das minhas palavras.
Mas não vou gastar esse post para fazer um libelo contra o julgamento alhures. Vou sim saudar quem ainda perde tempo para entrar nesse blog. Beijos às duas!
E lembro ainda que daqui 18 dias, show do Less than Jake.
Obs: This is the old dude Harry j. Reinolds and you’re listening to LTJ!
Agora, estou empolgado, estou a imaginar quantos errantes virtuais caminharam por essas bandas nos últimos tempos. Como um dos meus defeitos ou qualidades é a ambição, já estou a achar que periodicamente pessoas entram aqui, lêem meus textos, lêem as parcas poesias, lêem e me julgam. Afinal, não existe um só ser na terra alheio à inquisição, benfeitores ou mau caráteres, todos estão aptos, dispostos e, porquê não, contentes de lançar dúvidas, comentários sobre ao desencadeamento das minhas palavras.
Mas não vou gastar esse post para fazer um libelo contra o julgamento alhures. Vou sim saudar quem ainda perde tempo para entrar nesse blog. Beijos às duas!
E lembro ainda que daqui 18 dias, show do Less than Jake.
Obs: This is the old dude Harry j. Reinolds and you’re listening to LTJ!
4.09.2007
Esse post é para as pessoas não ficarem por aí falando que morri. Até porque estou vivo. Até porque quase ninguém aparece nessa ilha virtual. E devo confessar que usar "ninguém" é uma ofensa ao ente "ninguém". O único que aparece por aqui sou eu quando não tenho absolutamente nada a fazer na Internet. Nada além de ser obrigado a ficar conectado, online, aguardando e aguardando o dia laborial se desenrolar até findar-se.
É o que faço agora. Estava sem nada a fazer quando resolvi por acaso entrar no blog do Mário Bortolotto e me encaminhar ao do Tche. Nada de nada. Vi um post sobre a Juliette Lewis, vi outro sobre uma idiossincrática rotina de um apartamento do centro de São Paulo. A rotina só é idiossincrática quando vivemos ela aos montes, repetindo cenas e cenas até que pequenos detalhes são expostos automaticamente. E ela só é idiossincrática por uma arrogância do autor que pensa uma rotina horrenda, árdua, febril, exaustiva e ofegante. Dói só de ler. E ler dói. Lembro-me de uma passagem em Sandman Vol. 1, no qual o Dr. Destino, John Dee, obriga com o rubi dos Sonhos uma garotinha lésbica a arrancar os próprios olhos com duas adágas e vislumbrar um mundo novo. Ler algumas coisas dói.
A rotina só é especial aos poetas eletrônicos e antiquados. Eu não. Como disse: se você tem a ambição de se tornar rico e burro, 50% do modelo de vida que almeja já foi alcançado. A outra parte provavelmente não conseguirá abraçar porque ser rico cabe a uma minoria extrema no país. Ou se você quer optar por ser pobre e inteligente você também alcançará só 50% porque a pobreza está por todos os lados. Em resumo: você será um classe média metido a besta, intelectualóide, com mais contas do que dinheiro no banco. Provavelmente seu ato de contrição será a exposição da sua rotina burra e idiossincrática.
Tell Everyone We're Dead
Caught without people or drink I don't know what else to thinkbut
I'm going to grow wings and sing,"amen, I'm checking out."
So withdrawing within the drawing room, drawing you.
And remember my memory was a mess when we'd undress near the dresser together
And you'd take me apart.
But then I'd say,"storms are born really far away somewhere west of LA"
where birds have kids like crazy,seagulls and turtledoves.
And remember we'd tell everyone to tell everyone we're dead.
And right now sugar and water will put me down.That's all right.I know.
PS: Acalme-se. Alguém já escreveu o que você está sentindo nesse momento, só que de um jeito mais especial e adequado do que você jamais poderá expressar em palavras.
É o que faço agora. Estava sem nada a fazer quando resolvi por acaso entrar no blog do Mário Bortolotto e me encaminhar ao do Tche. Nada de nada. Vi um post sobre a Juliette Lewis, vi outro sobre uma idiossincrática rotina de um apartamento do centro de São Paulo. A rotina só é idiossincrática quando vivemos ela aos montes, repetindo cenas e cenas até que pequenos detalhes são expostos automaticamente. E ela só é idiossincrática por uma arrogância do autor que pensa uma rotina horrenda, árdua, febril, exaustiva e ofegante. Dói só de ler. E ler dói. Lembro-me de uma passagem em Sandman Vol. 1, no qual o Dr. Destino, John Dee, obriga com o rubi dos Sonhos uma garotinha lésbica a arrancar os próprios olhos com duas adágas e vislumbrar um mundo novo. Ler algumas coisas dói.
A rotina só é especial aos poetas eletrônicos e antiquados. Eu não. Como disse: se você tem a ambição de se tornar rico e burro, 50% do modelo de vida que almeja já foi alcançado. A outra parte provavelmente não conseguirá abraçar porque ser rico cabe a uma minoria extrema no país. Ou se você quer optar por ser pobre e inteligente você também alcançará só 50% porque a pobreza está por todos os lados. Em resumo: você será um classe média metido a besta, intelectualóide, com mais contas do que dinheiro no banco. Provavelmente seu ato de contrição será a exposição da sua rotina burra e idiossincrática.
Tell Everyone We're Dead
Caught without people or drink I don't know what else to thinkbut
I'm going to grow wings and sing,"amen, I'm checking out."
So withdrawing within the drawing room, drawing you.
And remember my memory was a mess when we'd undress near the dresser together
And you'd take me apart.
But then I'd say,"storms are born really far away somewhere west of LA"
where birds have kids like crazy,seagulls and turtledoves.
And remember we'd tell everyone to tell everyone we're dead.
And right now sugar and water will put me down.That's all right.I know.
PS: Acalme-se. Alguém já escreveu o que você está sentindo nesse momento, só que de um jeito mais especial e adequado do que você jamais poderá expressar em palavras.
2.06.2007
As boas coisas aparecem. Elas demoram, mas sempre aparecem. E quando aparecem, é uma felicidade imensa.
No dia 7 de janeiro, eu comecei a sentir uma dor de cabeça que evoluiu para uma dor bizarra e me impedia de dormir. Na sexta-feira, seguinte, dia 12, descobri que tinha herpes zóster. Um vírus chamado varicella-zoster responsável pela catapora nas crianças. O vírus alojou-se no ramo oftalmológico do nervo trigêmeo, causou diversas alterações no lado esquerdo da face (na testa e ao redor do olho).
Uma semana depois de tratado, as bolhas secaram e se transformaram em feridas secas que desapareceram apenas em meados da semana do dia 22. No entanto, a sensibilidade na face e no couro cabeludo continuaram.
Depois de as feridas secarem, no dia 21, o olho direito começou a lacrimejar bastante e ficar altamente fotosensível. Diagnosticou-se em 26 de janeiro que haviam aparecido duas feridas na córnea, doença conhecida por ceratite e uma das mais frequentes reações pós-herpes zóster. Tramento de oito dias com pomada de aciclovir no olho. Os sintomas começaram a desaparecer no dia 3 de fevereiro.
Hoje 6 de fevereiro, a sensibilidade e o incômodo no olho são praticamente nulos. Não me sinto incomodado a realizar nenhuma atividade. Não sei se posso voltar a jogar futebol, no entanto.
Enfim, quero só registrar que o quadro da doença levou a porra de um mês, 30 filhas da puta dias, para desaparecer. Puta que me paranhas. Não quero nunca mais na vida inteira ficar 1 mês adoentado. VAI SE FODER.
Mas é o seguinte, o ROCK NÃO DÁ TRÉGUA!!!!!
PS: Depois que a dor de cabeça bizarra desapareceu descobri que a medicina tem uma classificação de dores. As três mais intensas com a mesma amplitude são: parto, cólica renal e herpes zóster. A dor é tanta porque o vírus varicela zóster aloja-se no nervo para destrui-lo.
PS2: Apesar do nome, a herpes zóster não é a mesma doença da herpes simplex nem causada pelo mesmo vírus. Apenas a manifestação cutânea é similar.
No dia 7 de janeiro, eu comecei a sentir uma dor de cabeça que evoluiu para uma dor bizarra e me impedia de dormir. Na sexta-feira, seguinte, dia 12, descobri que tinha herpes zóster. Um vírus chamado varicella-zoster responsável pela catapora nas crianças. O vírus alojou-se no ramo oftalmológico do nervo trigêmeo, causou diversas alterações no lado esquerdo da face (na testa e ao redor do olho).
Uma semana depois de tratado, as bolhas secaram e se transformaram em feridas secas que desapareceram apenas em meados da semana do dia 22. No entanto, a sensibilidade na face e no couro cabeludo continuaram.
Depois de as feridas secarem, no dia 21, o olho direito começou a lacrimejar bastante e ficar altamente fotosensível. Diagnosticou-se em 26 de janeiro que haviam aparecido duas feridas na córnea, doença conhecida por ceratite e uma das mais frequentes reações pós-herpes zóster. Tramento de oito dias com pomada de aciclovir no olho. Os sintomas começaram a desaparecer no dia 3 de fevereiro.
Hoje 6 de fevereiro, a sensibilidade e o incômodo no olho são praticamente nulos. Não me sinto incomodado a realizar nenhuma atividade. Não sei se posso voltar a jogar futebol, no entanto.
Enfim, quero só registrar que o quadro da doença levou a porra de um mês, 30 filhas da puta dias, para desaparecer. Puta que me paranhas. Não quero nunca mais na vida inteira ficar 1 mês adoentado. VAI SE FODER.
Mas é o seguinte, o ROCK NÃO DÁ TRÉGUA!!!!!
PS: Depois que a dor de cabeça bizarra desapareceu descobri que a medicina tem uma classificação de dores. As três mais intensas com a mesma amplitude são: parto, cólica renal e herpes zóster. A dor é tanta porque o vírus varicela zóster aloja-se no nervo para destrui-lo.
PS2: Apesar do nome, a herpes zóster não é a mesma doença da herpes simplex nem causada pelo mesmo vírus. Apenas a manifestação cutânea é similar.
1.28.2007
U-turn
What I say should never matter anyway
But what you do would broke my heart for sure
Do you think our sorrow would be drunken,
Or just be drowned and forgotten?
"We would be better together than alone"
It was written in the bottom of an empty bottle of wine
So I thought
My hopes, my feelings, my anguish, my antecipation
Are reminiscence of a short cut past.
But stillness takes over the aches
As forgetfulness embraces your patch
If you don't whisper as I wish you do
Breath slowly and repeatedly, then
So it can calm us down
It can burry our feelings down
My grief's no longer unrest and uneasy
As red words in a blank paper
Repent and drown in poor words
My torment has wore out.
What I say should never matter anyway
But what you do would broke my heart for sure
Do you think our sorrow would be drunken,
Or just be drowned and forgotten?
"We would be better together than alone"
It was written in the bottom of an empty bottle of wine
So I thought
My hopes, my feelings, my anguish, my antecipation
Are reminiscence of a short cut past.
But stillness takes over the aches
As forgetfulness embraces your patch
If you don't whisper as I wish you do
Breath slowly and repeatedly, then
So it can calm us down
It can burry our feelings down
My grief's no longer unrest and uneasy
As red words in a blank paper
Repent and drown in poor words
My torment has wore out.
PS: Esse é um poema que eu comecei a escrever em 23 de março de 2006. Novamente, o resultado foi uma bosta. Então decidi reescrevê-lo. O resultado é o que você, leitor imaginário, acabou de ler.
1.27.2007
Não sei se alguém ainda lê a merda desse blog. Mas, preciso deixar algo atualizado.
No dia oito de julho de 2004, eu publiquei as duas últimas cenas da peça que escrevi com o título inicial de "Lendo Manuel Bandeira sob a chuva", mas que acabou por se chamar "Faltou um Elvis no nosso Rock n Roll".
Enfim, há quase dois anos não gosto da solução final que escrevi. Naquele julho de 2004, o personagem principal, Pedro, fugia para a França para não encarar a namorada Júlia e o amor nascente pela ex, Clara. Sempre achei o final irreal e demais forçado. A França nunca é a opção de ninguém que tem um novo amor pela frente ou quer acabar com uma namorada. Nem a pior das comédias românticas de Hollywood escolhe solução tão boçal como essa.
Hoje decidi que daria uma nova solução. Mudei o nome dos personagens, manti apenas o de Pedro. Clara virou Roberta e Júlia, Melissa. Cortei a cena em que Pedro e Roberta (Clara) praticamente se declaram porque vejo a personagem de Roberta como o fio da meada, é a amiga, e amigas não podem ser vistas como solução amorosa (talvez para outra trama). Usei a mesma entrada da última cena e desenvolvi um Pedro cheio de dúvidas mas demonstrando intenção de continuar o romance com a namorada. A cena acaba com uma Melissa (Júlia) caminhando na contramão de Pedro. O que ele vê como solução, ela encara como problema. E o resultado foi o abaixo.
Cena Nove Pedro e Melissa estão jantando a luz de velas
Pedro: Eu gosto de você, mas às vezes eu pareço um idiota. Sempre tentando parecer inteligente, quando, na verdade, te trato mal. Depois de tanto tempo, as coisas tornaram-se banais, só que não deveriam ser assim. Parece que não estamos mais sintonizados. Puta que pariu, estou de saco cheio de sair à rua acuado e achar que a minha vida não vai dar certo, ou que minha vida é um seriado e que no final tudo vai dar certo: viverei num mar de rosas, imerso num verdadeiro romance com Frank Sinatra de trilha sonora. Mas as coisas na vida real não são assim.
Não sei como posso ficar contigo se eu odeio suas palavras mal tratadas de vinho barato numa noite de sexo. Ao mesmo tempo não sei ficar sem o seu mal-humor, sem sua reclamação sobre meus palavrões que uso para amaldiçoar um ataque mal concluído, uma defesa mal feita ou um juiz safado quando assisto a um jogo do Palmeiras. Você faz falta demais sem sua imponência, sua altivez, sua maneira de deixar tudo triste e alegre ao mesmo tempo. Eu adoro o jeito que você faz da minha vida um inferno, quando estou num marasmo preguiçoso. Eu adoro o jeito que a gente trepa, eu adoro o jeito que você segura seus gritos de prazer. Eu adoro como seus olhos mudam de cor à noite. Eu adoro a maneira como uma luz artificial incide sobre sua face e destaca suas bochechas rosadas. É complicado te agüentar reclamando do cabelo e da pedicure, que sempre não apara direito suas cutículas. Mas eu adoro seu toque com as unhas feitas, cheio de carinho, paixão, ternura, um tocar lascivo, impudico, carnal.
Melissa: O que você está querendo dizer com tudo isso?
Pedro: Eu quero dizer que, em algum momento, a gente se perdeu pelo caminho da vida.
Melissa: Como assim?!?
Pedro: Estou tentando entender isso também. Não sei bem ao certo. Eu gosto de você, eu te amo, você é importante demais na minha vida para te deixar esvair-se ao vento.
Melissa: Você ficou louco? Você está pensando em acabar comigo
Pedro: Não mesmo. Não mesmo (tentando fazer-se crer em sim mesmo).
Melissa: Ta vendo só, nem você acredita em si mesmo. Pedro o que está acontecendo?
Pedro: Porra, Melissa, eu é que te pergunto o que está acontecendo. Meu Deus, estava tudo nas mil maravilhas entre nós. De repente você surta e tudo fica esquisito. Porra, tudo isso me deixou confuso e quer saber: sim, estou pensando em acabar contigo. E sabe por que? Porque se nós dois não conseguimos verbalizar a porra do que estamos sentindo um pelo outro, o que está incomodando, o que nos afeta, o que nos dá calafrio, então é porque realmente não devemos ficar juntos.
Melissa: É eu também acho. Mas sabe por que a gente deveria acabar? Porque você é um imbecil, um filho da puta arrogante e idiota.
Melissa tenta ir embora, mas Pedro agarra os braços de Melissa e não a deixa.
Pedro: Boas palavras, eu não poderia escolher melhor. Acalme-se
Melissa: Acalme-se a puta que o pariu.
Pedro: Por favor, não inclua a minha santa mãe nessa sua boca suja.
Melissa: Vai se foder.
Pedro: Melissa, eu quero te dizer uma coisa. E se você realmente continuar com raiva de mim, nós terminamos a noite e cada um de nós seguirá o caminho pré-estabelecido.
Melissa: Fala logo, então.
Pedro: Dia desses, li uma carta de um autor de peças e achei foda o texto que ele escreveu para a namorada. Era alguma coisa parecida com isso: “Em um relacionamento não tem esse negócio de mar de rosas. É tudo muito foda, foda mesmo. Porra, mas se no final do dia a gente agüentar o tranco já valeu a pena. Simples assim.”
Melissa: Simples assim?
Pedro: Acho que sim. Chegou um momento em que passei a me questionar se o dia valia a pena.
Melissa: E qual conclusão você alcançou?
Pedro: Não tenho certeza. Mas tudo me diz que estar com você vale a pena. E preciso estar ao seu lado para ter certeza.
Melissa: Como assim? Você não tem certeza? Se você não tem certeza, você é um babaca!
Pedro: Isso é bom. Não ter certeza, significa que nossas vidas não atingiram o momento da certitude planificada, da rotina previsível. Significa que estamos criando um caminho comum que se adapta às nossas necessidades.
Melissa: Isso é bonito, mas um pouco piegas... Não sei muito bem. Tenho dúvidas.
Pedro: Isso é bom, Melissa.
Melissa: Não, Pedro, não é. Entregar-se a alguém é muito bom, amar alguém é melhor ainda. Sentir que uma pessoa se importa contigo só por paixão, tesão, amor é a melhor sensação possível. E isso deixa a gente até um pouco inebriado. Por isso namorar é muito rock!!!
Pedro: Muito rock, você está louca?
Melissa: E apesar de a gente estar juntos há quase um ano, tivemos de levantar muita pedra para chegar ao rock, quer dizer, os Rolling Stones não chegaram a ser o que são se não tivesse existido um Louie Armstrong, os Sex Pistols nunca teriam existido se antes não surgissem os Beatles, The Who. Assim como o Minor Threat não existiria sem os Ramones, e o Fugazi, Beastie Boys sem o Minor Threat. O Nofx não seria nada sem o Descendents. E tudo isso não existira se um cara lá atrás que tocava um piano fuleiro ou um menestrel não tivessem tocado os primeiros acordes dissonantes do mundo.
Pedro: Ã? Para construir um relacionamento profundo com raízes sólidas somos obrigados a passar por várias etapas, assim como o rock cresceu a partir da música clássica, do jazz e do blues. É isso?
Melissa: Mais ou menos. Será que a gente queimou etapas?
Pedro: Não sei. Mas quero ter mais tempo ao seu lado para ter certeza de tudo.
Melissa: Você não acha nosso relacionamento superficial?
Pedro: Lógico que não. Ficam ambos calados por alguns minutos.
Pedro: Você acha?
Melissa: Um pouco. Será que faltou alguma coisa?
Pedro: Não sei.
Melissa: Deve ter faltado alguma coisa.
Pedro: Acho que faltou um Elvis...
Melissa: E nós insistimos demais em ouvir Wynton Marsalis...
Pedro: Mas valeu a pena.
No dia oito de julho de 2004, eu publiquei as duas últimas cenas da peça que escrevi com o título inicial de "Lendo Manuel Bandeira sob a chuva", mas que acabou por se chamar "Faltou um Elvis no nosso Rock n Roll".
Enfim, há quase dois anos não gosto da solução final que escrevi. Naquele julho de 2004, o personagem principal, Pedro, fugia para a França para não encarar a namorada Júlia e o amor nascente pela ex, Clara. Sempre achei o final irreal e demais forçado. A França nunca é a opção de ninguém que tem um novo amor pela frente ou quer acabar com uma namorada. Nem a pior das comédias românticas de Hollywood escolhe solução tão boçal como essa.
Hoje decidi que daria uma nova solução. Mudei o nome dos personagens, manti apenas o de Pedro. Clara virou Roberta e Júlia, Melissa. Cortei a cena em que Pedro e Roberta (Clara) praticamente se declaram porque vejo a personagem de Roberta como o fio da meada, é a amiga, e amigas não podem ser vistas como solução amorosa (talvez para outra trama). Usei a mesma entrada da última cena e desenvolvi um Pedro cheio de dúvidas mas demonstrando intenção de continuar o romance com a namorada. A cena acaba com uma Melissa (Júlia) caminhando na contramão de Pedro. O que ele vê como solução, ela encara como problema. E o resultado foi o abaixo.
Cena Nove Pedro e Melissa estão jantando a luz de velas
Pedro: Eu gosto de você, mas às vezes eu pareço um idiota. Sempre tentando parecer inteligente, quando, na verdade, te trato mal. Depois de tanto tempo, as coisas tornaram-se banais, só que não deveriam ser assim. Parece que não estamos mais sintonizados. Puta que pariu, estou de saco cheio de sair à rua acuado e achar que a minha vida não vai dar certo, ou que minha vida é um seriado e que no final tudo vai dar certo: viverei num mar de rosas, imerso num verdadeiro romance com Frank Sinatra de trilha sonora. Mas as coisas na vida real não são assim.
Não sei como posso ficar contigo se eu odeio suas palavras mal tratadas de vinho barato numa noite de sexo. Ao mesmo tempo não sei ficar sem o seu mal-humor, sem sua reclamação sobre meus palavrões que uso para amaldiçoar um ataque mal concluído, uma defesa mal feita ou um juiz safado quando assisto a um jogo do Palmeiras. Você faz falta demais sem sua imponência, sua altivez, sua maneira de deixar tudo triste e alegre ao mesmo tempo. Eu adoro o jeito que você faz da minha vida um inferno, quando estou num marasmo preguiçoso. Eu adoro o jeito que a gente trepa, eu adoro o jeito que você segura seus gritos de prazer. Eu adoro como seus olhos mudam de cor à noite. Eu adoro a maneira como uma luz artificial incide sobre sua face e destaca suas bochechas rosadas. É complicado te agüentar reclamando do cabelo e da pedicure, que sempre não apara direito suas cutículas. Mas eu adoro seu toque com as unhas feitas, cheio de carinho, paixão, ternura, um tocar lascivo, impudico, carnal.
Melissa: O que você está querendo dizer com tudo isso?
Pedro: Eu quero dizer que, em algum momento, a gente se perdeu pelo caminho da vida.
Melissa: Como assim?!?
Pedro: Estou tentando entender isso também. Não sei bem ao certo. Eu gosto de você, eu te amo, você é importante demais na minha vida para te deixar esvair-se ao vento.
Melissa: Você ficou louco? Você está pensando em acabar comigo
Pedro: Não mesmo. Não mesmo (tentando fazer-se crer em sim mesmo).
Melissa: Ta vendo só, nem você acredita em si mesmo. Pedro o que está acontecendo?
Pedro: Porra, Melissa, eu é que te pergunto o que está acontecendo. Meu Deus, estava tudo nas mil maravilhas entre nós. De repente você surta e tudo fica esquisito. Porra, tudo isso me deixou confuso e quer saber: sim, estou pensando em acabar contigo. E sabe por que? Porque se nós dois não conseguimos verbalizar a porra do que estamos sentindo um pelo outro, o que está incomodando, o que nos afeta, o que nos dá calafrio, então é porque realmente não devemos ficar juntos.
Melissa: É eu também acho. Mas sabe por que a gente deveria acabar? Porque você é um imbecil, um filho da puta arrogante e idiota.
Melissa tenta ir embora, mas Pedro agarra os braços de Melissa e não a deixa.
Pedro: Boas palavras, eu não poderia escolher melhor. Acalme-se
Melissa: Acalme-se a puta que o pariu.
Pedro: Por favor, não inclua a minha santa mãe nessa sua boca suja.
Melissa: Vai se foder.
Pedro: Melissa, eu quero te dizer uma coisa. E se você realmente continuar com raiva de mim, nós terminamos a noite e cada um de nós seguirá o caminho pré-estabelecido.
Melissa: Fala logo, então.
Pedro: Dia desses, li uma carta de um autor de peças e achei foda o texto que ele escreveu para a namorada. Era alguma coisa parecida com isso: “Em um relacionamento não tem esse negócio de mar de rosas. É tudo muito foda, foda mesmo. Porra, mas se no final do dia a gente agüentar o tranco já valeu a pena. Simples assim.”
Melissa: Simples assim?
Pedro: Acho que sim. Chegou um momento em que passei a me questionar se o dia valia a pena.
Melissa: E qual conclusão você alcançou?
Pedro: Não tenho certeza. Mas tudo me diz que estar com você vale a pena. E preciso estar ao seu lado para ter certeza.
Melissa: Como assim? Você não tem certeza? Se você não tem certeza, você é um babaca!
Pedro: Isso é bom. Não ter certeza, significa que nossas vidas não atingiram o momento da certitude planificada, da rotina previsível. Significa que estamos criando um caminho comum que se adapta às nossas necessidades.
Melissa: Isso é bonito, mas um pouco piegas... Não sei muito bem. Tenho dúvidas.
Pedro: Isso é bom, Melissa.
Melissa: Não, Pedro, não é. Entregar-se a alguém é muito bom, amar alguém é melhor ainda. Sentir que uma pessoa se importa contigo só por paixão, tesão, amor é a melhor sensação possível. E isso deixa a gente até um pouco inebriado. Por isso namorar é muito rock!!!
Pedro: Muito rock, você está louca?
Melissa: E apesar de a gente estar juntos há quase um ano, tivemos de levantar muita pedra para chegar ao rock, quer dizer, os Rolling Stones não chegaram a ser o que são se não tivesse existido um Louie Armstrong, os Sex Pistols nunca teriam existido se antes não surgissem os Beatles, The Who. Assim como o Minor Threat não existiria sem os Ramones, e o Fugazi, Beastie Boys sem o Minor Threat. O Nofx não seria nada sem o Descendents. E tudo isso não existira se um cara lá atrás que tocava um piano fuleiro ou um menestrel não tivessem tocado os primeiros acordes dissonantes do mundo.
Pedro: Ã? Para construir um relacionamento profundo com raízes sólidas somos obrigados a passar por várias etapas, assim como o rock cresceu a partir da música clássica, do jazz e do blues. É isso?
Melissa: Mais ou menos. Será que a gente queimou etapas?
Pedro: Não sei. Mas quero ter mais tempo ao seu lado para ter certeza de tudo.
Melissa: Você não acha nosso relacionamento superficial?
Pedro: Lógico que não. Ficam ambos calados por alguns minutos.
Pedro: Você acha?
Melissa: Um pouco. Será que faltou alguma coisa?
Pedro: Não sei.
Melissa: Deve ter faltado alguma coisa.
Pedro: Acho que faltou um Elvis...
Melissa: E nós insistimos demais em ouvir Wynton Marsalis...
Pedro: Mas valeu a pena.
5.23.2006
I always thought less of me... That's a huge self steem issue which I should solve pronto. Anyways I used to see this girl as an intelligent, self confident, self assure know-it-all type of girl. And I saw myself as a stupid, irresponsable, imature, low-life, living lavish kid. In a weird sort of way that worked out fine due to its cosmic astrological bullshit balance until the day it all backfired and I saw myself wondering on questions without answers.
Well now I try to get back on track based on two thoughts: everyone hates a know-it-all and time heal sometimes, eventually, what-fucking-ever. Quoting a song a boring life in a boring town... with the same old crowd.
Well now I try to get back on track based on two thoughts: everyone hates a know-it-all and time heal sometimes, eventually, what-fucking-ever. Quoting a song a boring life in a boring town... with the same old crowd.
5.22.2006
Post message without a reason why nor a sure bût. Just to say I´m another fool. Fool for believing in you, fool to care about you, fool to know I fucked up, fool to not know what is up on your mind.
But don't go your own way. Listen to what I have to say. Sometimes is just nothing at all, but do listen, even if I mumble words. That´s because I haven't been sleeping correctly for the past week. My mind's eye is on you. I've been dreaming about you for almost a month. And you keep on ignoring me. My rollercoaster ride.
I guess what I'm trying to say is that every time I see you I act like a different man.
And I don't even know why i care...
The kids left home.
But don't go your own way. Listen to what I have to say. Sometimes is just nothing at all, but do listen, even if I mumble words. That´s because I haven't been sleeping correctly for the past week. My mind's eye is on you. I've been dreaming about you for almost a month. And you keep on ignoring me. My rollercoaster ride.
I guess what I'm trying to say is that every time I see you I act like a different man.
And I don't even know why i care...
The kids left home.
4.24.2006
Essa coisa de se revisitar traz algumas lembranças bem bacanas. Eu tenho uma memória bem pouco apurada. Sou sempre aquele que esquece detalhes e desconheço ocasiões, por isso não sou um bom contador de histórias. Mas ultimamente ando tendo reminiscências apuradas. Hoje estava eu a tomar banho e escutar um disco lá das antigas. Play Games, do Dog eat Dog, 1996.
A história é a seguinte:
O Dog eat Dog tocou em São Paulo, no antigo Tom Brasil, em 1997, no chamado Mix Hardcore Fest, junto com DFL (Dead Fucking Last), Catapulta e Ratos de Porão. Eu tinha 16 anos e assisti ao show com o Marião e o Cássio. A abertura coube ao Catapulta que conseguiu tocar apenas quatro músicas graças à intervenção das sempre simpáticas e belíssimas Alê e Silvana, vocalistas do Pin Ups e Lava, respectivamente. Os caras do Catapulta estavam fora de órbita para um show engajado de punk positivo. Antes de começar a quarta música, o vocalista fez um ode à, digamos, buceta. E tinha um monte de feminista raivosa na platéia. A Alê e a Silvana gritaram tão forte que abafaram o som dos caras literalmente. Eu curti pra caralho. Eu era um baita paga pau da ceninha e tinha a Alê no melhor conceito possível, simpática, carinhosa, bonita, tatuada, um mulherão. O único problema dela é ter um dia sido casada com o porra do João Gordo.
Enough is enough. Depois do catapulta tocou DFL, banda produzida pelo Adam Horowitz (aka Ad Rock) dos Beastie Boys. Até então, nós achávamos que um dos integrantes era irmão do Mike Diammond (aka Mike D, tb BBoys) e ficamos gritando. "Ae, Mr. Diammond. YOOOOOO MR. DIAMMOND" Enfim, o cara é irmão da Tamra Davies, diretora de clip e de cinema e mulher do newlywed Mr. D. O mix up só ajudou para curtir mais o show.
Depois veio o RxDxP, João Gordo enorme, nojento, tomando cerveja e amassando latinhas na cabeça. Um grandalhão saltou para um stage diving e deu com a sola do tênis na minha testa. Fiquei puto e fui tomar satisfação (eu, pretensioso, 16 anos contra um gordo motoqueiro de 1,80m). Tomei uns tapas na orelha e fui chamado de barbie. Mandei o cara tomar no cu e sai correndo. Detalhe estava na frente do palco e, por isso, tive de assistir o Dog eat Dog lá de trás, o que não é tão ruim, quem conheceu o Tom Brasil sabe que era uma pequena casa de show.
Expectations turn the feelings so damn good. O show foi do caralho. Tocaram altos sons maneiros. Com direito a Rocky com corinho, Games, no estilo Wu Tang. Dog eat Dog veio antes da febre new metal nojenta dos anos 2000 com Linkin Park, Limp Bizkit, e afins. ROCK ON.
Isms, Dog eat Dog
You come on over right through my front door
Strapped with all your baggage
What you bringin’ that for
Don’t want no disrespect cuz we all know the score
But you need to put time in
At the common sense store
Yes yes y all you’re brain washed all in your head
Let’s make one thing crystal clear
We don’t want no ism here
How you say you hate me and you’re not ashamed
It’s just insecurity that’s causing you pain
Well if you can’t get past that we are not the same
Then realize that ism is a part of the blame
Racism - we don’t want it here
Sexism - we don’t need it here
Fascism - we don’t want it here
Keep that ism out of my ear
Terrorism - we don’t want it here
Leftism - we don’t need it here
Fakeism - we don’t want it here
We don’t want it we don’t need it
A história é a seguinte:
O Dog eat Dog tocou em São Paulo, no antigo Tom Brasil, em 1997, no chamado Mix Hardcore Fest, junto com DFL (Dead Fucking Last), Catapulta e Ratos de Porão. Eu tinha 16 anos e assisti ao show com o Marião e o Cássio. A abertura coube ao Catapulta que conseguiu tocar apenas quatro músicas graças à intervenção das sempre simpáticas e belíssimas Alê e Silvana, vocalistas do Pin Ups e Lava, respectivamente. Os caras do Catapulta estavam fora de órbita para um show engajado de punk positivo. Antes de começar a quarta música, o vocalista fez um ode à, digamos, buceta. E tinha um monte de feminista raivosa na platéia. A Alê e a Silvana gritaram tão forte que abafaram o som dos caras literalmente. Eu curti pra caralho. Eu era um baita paga pau da ceninha e tinha a Alê no melhor conceito possível, simpática, carinhosa, bonita, tatuada, um mulherão. O único problema dela é ter um dia sido casada com o porra do João Gordo.
Enough is enough. Depois do catapulta tocou DFL, banda produzida pelo Adam Horowitz (aka Ad Rock) dos Beastie Boys. Até então, nós achávamos que um dos integrantes era irmão do Mike Diammond (aka Mike D, tb BBoys) e ficamos gritando. "Ae, Mr. Diammond. YOOOOOO MR. DIAMMOND" Enfim, o cara é irmão da Tamra Davies, diretora de clip e de cinema e mulher do newlywed Mr. D. O mix up só ajudou para curtir mais o show.
Depois veio o RxDxP, João Gordo enorme, nojento, tomando cerveja e amassando latinhas na cabeça. Um grandalhão saltou para um stage diving e deu com a sola do tênis na minha testa. Fiquei puto e fui tomar satisfação (eu, pretensioso, 16 anos contra um gordo motoqueiro de 1,80m). Tomei uns tapas na orelha e fui chamado de barbie. Mandei o cara tomar no cu e sai correndo. Detalhe estava na frente do palco e, por isso, tive de assistir o Dog eat Dog lá de trás, o que não é tão ruim, quem conheceu o Tom Brasil sabe que era uma pequena casa de show.
Expectations turn the feelings so damn good. O show foi do caralho. Tocaram altos sons maneiros. Com direito a Rocky com corinho, Games, no estilo Wu Tang. Dog eat Dog veio antes da febre new metal nojenta dos anos 2000 com Linkin Park, Limp Bizkit, e afins. ROCK ON.
Isms, Dog eat Dog
You come on over right through my front door
Strapped with all your baggage
What you bringin’ that for
Don’t want no disrespect cuz we all know the score
But you need to put time in
At the common sense store
Yes yes y all you’re brain washed all in your head
Let’s make one thing crystal clear
We don’t want no ism here
How you say you hate me and you’re not ashamed
It’s just insecurity that’s causing you pain
Well if you can’t get past that we are not the same
Then realize that ism is a part of the blame
Racism - we don’t want it here
Sexism - we don’t need it here
Fascism - we don’t want it here
Keep that ism out of my ear
Terrorism - we don’t want it here
Leftism - we don’t need it here
Fakeism - we don’t want it here
We don’t want it we don’t need it
4.04.2006
Andei revisitando algumas mensagens desse blog lá de trás, de meses, anos... Lembrei de muita coisa. Logo depois, entrei nos orkuts do pessoal das antigas, do Cássio, do Ferando, do Hamilton, do Léo, da Criz, etc etc. E terminei por ouvir as músicas da Condessa Safira no Trama Virtual.
Lembrei da época em que voltava uma, duas vezes por mês para São Paulo, de ônibus, esperando meu celular dar sinal no meio da estrada em pleno Goiás, para eu poder ligar para a Júlia e falar que eu gostaria de vê-la, quando, na verdade, eu queria dizer que estava viajando mais de 1.000km só para encontrá-la. Numa dessas empreitadas à capital, ela estava em Santos e fiquei decepcionado. A solução foi sair para tomar uma boa cerveja na Vila com o Marião e com o Alan.
Após lamúrias, o Maco disse estar de saco cheio e me incentivou para irmos até Santos. Pegamos o carro da minha irmã e às 01h00 de um sábado, estávamos eu e ele na Imigrantes em direção ao litoral!
Encontramos a Júlia na balsa de Santos para Guarujá, depois fui até o apartamento onde ela estava ficando. Conversamos das 3h da manhã até umas 6h. Minusciei sobre como eu me sentia quando estava ao lado dela e disse que faria de tudo para ficarmos juntos no matter what it takes. Naquela época, eu faria de tudo para ficar com a Júlia.
Nós beijamos ardentemente e foi a última vez que a tive para mim. Pouco tempo depois, um ou dois meses, descobri que ela já estava namorando um outro figura. É assim, a vida é circular. Foi bom, definitivamente, foi bom. A primeira vez que beijei a Júlia, estavamos no Big Small na Vila jogando sinuca e nos embebedando. E isso aconteceu sete anos depois que eu a vi pela primeira vez e fiquei completamente louco por ela.
Da mesma maneira, naquela época, logo depois ela começou a namorar o Erick. Eu tinha 17 anos. Beijei-a com 24.
É interessante às vezes parar um momento para se reavaliar.
500 Miles (Down By Law version)
When I wake up,yeah I know Im gonna be,
I'm gonna be the man who wakes up next to you
When I go out yeah I know Im gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
And If I get drunk, yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who gets drunk next to you
And if I haver whatever that means
I'm gonna be the man who's havering to you
But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
When I'm working yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's working hard for you
And when the money, comes in for the work I do
I'll pass almost every penny on to you
When I come home yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home to you
And if I grow old well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's growing old with you
And I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
Surrender
Surrender
When I'm lonely yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's lonely without you
When I'm dreaming yes I know I'm gonna dream
I gonna Dream about the time when I'm with you
And if I get drunk, yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man that gets drunk next to you
And if I haver, whatever the fuck that means
I'm gonna be the man who havers next you
And I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
Surrender
Surrender
When I'm lonely, yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man whos lonely without you
I'm gonna be the man whos coming home
Cuz I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
Surrender
Surrender
Surrender
Lembrei da época em que voltava uma, duas vezes por mês para São Paulo, de ônibus, esperando meu celular dar sinal no meio da estrada em pleno Goiás, para eu poder ligar para a Júlia e falar que eu gostaria de vê-la, quando, na verdade, eu queria dizer que estava viajando mais de 1.000km só para encontrá-la. Numa dessas empreitadas à capital, ela estava em Santos e fiquei decepcionado. A solução foi sair para tomar uma boa cerveja na Vila com o Marião e com o Alan.
Após lamúrias, o Maco disse estar de saco cheio e me incentivou para irmos até Santos. Pegamos o carro da minha irmã e às 01h00 de um sábado, estávamos eu e ele na Imigrantes em direção ao litoral!
Encontramos a Júlia na balsa de Santos para Guarujá, depois fui até o apartamento onde ela estava ficando. Conversamos das 3h da manhã até umas 6h. Minusciei sobre como eu me sentia quando estava ao lado dela e disse que faria de tudo para ficarmos juntos no matter what it takes. Naquela época, eu faria de tudo para ficar com a Júlia.
Nós beijamos ardentemente e foi a última vez que a tive para mim. Pouco tempo depois, um ou dois meses, descobri que ela já estava namorando um outro figura. É assim, a vida é circular. Foi bom, definitivamente, foi bom. A primeira vez que beijei a Júlia, estavamos no Big Small na Vila jogando sinuca e nos embebedando. E isso aconteceu sete anos depois que eu a vi pela primeira vez e fiquei completamente louco por ela.
Da mesma maneira, naquela época, logo depois ela começou a namorar o Erick. Eu tinha 17 anos. Beijei-a com 24.
É interessante às vezes parar um momento para se reavaliar.
500 Miles (Down By Law version)
When I wake up,yeah I know Im gonna be,
I'm gonna be the man who wakes up next to you
When I go out yeah I know Im gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
And If I get drunk, yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who gets drunk next to you
And if I haver whatever that means
I'm gonna be the man who's havering to you
But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
When I'm working yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's working hard for you
And when the money, comes in for the work I do
I'll pass almost every penny on to you
When I come home yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home to you
And if I grow old well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's growing old with you
And I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
Surrender
Surrender
When I'm lonely yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's lonely without you
When I'm dreaming yes I know I'm gonna dream
I gonna Dream about the time when I'm with you
And if I get drunk, yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man that gets drunk next to you
And if I haver, whatever the fuck that means
I'm gonna be the man who havers next you
And I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
Surrender
Surrender
When I'm lonely, yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man whos lonely without you
I'm gonna be the man whos coming home
Cuz I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
To be the man who walked 1,000 miles
To fall down at your door
Surrender
Surrender
Surrender
3.21.2006
It´s been a year now since last time I was here with you. I just want to let you know that the past week I got way too sad, which just did not relieved any of my feelings. The only thing that I know for sure is I have a huge burden on my back to be resentful for.
Anyways I just wish you were here to turn things better. I know deep inside we would feel better if we just could hang out for about a minute or so. I just wish you the best.
Anyways I just wish you were here to turn things better. I know deep inside we would feel better if we just could hang out for about a minute or so. I just wish you the best.
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