10.07.2007

Poesia musical. É possível?

Wow and I say Wow

I want things and I want them now
Always broke I can't see how
I can stop this poorness ball
No fun at all

Give me money give me gold
It brings me happiness I'm told
I need experience in being rich and need it now
I need everything

I say wow..wow..wow and I say wow
Give me everything
I say wow..wow..wow and I say wow
Give me everything

Lots of money in the stock exchange
All of it outside my range
This fact really pisses me off
I could use a lot of stu

10.04.2007

Eu gosto de treta. Nessa eu estava protegendo a Cauzinha, minha patroa.

10.01.2007

Indignação fuleira

Hoje a Folha publicou um artigo do Luciano Huck sobre a violência em São Paulo. Ele verbalizou toda sua indignação por ter sido assaltado à mão armada. Dois meliantes levaram um rolex que estava no seu pulso; presente de aniversário da esposa.

No artigo, ele deixa implicito que este foi seu primeiro assalto. Ele tem 36 anos. Eu digo que bom. Teve sorte. Eu já fui assaltado 35298891203 vezes. Já botaram um .38 na minha barriga num ônibus lotado indo pro Mackenzie por causa de um relógio... não era um rolex, era um timex. Já levaram dinheiro, outro relógio, bonés diversos...

O Luciano Huck deveria estar sentindo-se aliviado de ter passado por esse estresse só uma vez. Cansei, peidei? No Brasil do Rolex, ele deveria sentir que participou da verdadeira distribuição de renda num país pobre e não sair ai dizendo que "isso não está certo".
Eu sou jornalista. Trabalho no Palácio do Planalto fazendo a corbertura diária do G1, o site da TV Globo. Minhas atribuições são ficar atento aos passos do presidente da República, da chefe da Casa Civil, do ministro das Relações Institucionais, da Secretaria Geral e do Ministério das Relações Exteriores. Sou o que o jargão da cobertura de Brasília chama de "setorista do Palácio". Como fico fora da redação ou fora do "escritório", meus colegas de trabalho são profissionais de outros veículos (Globo, Folha, Estadão, Radiobras, Agência Leia, Record, SBT, Bandeirantes, CBN, Terra, etc etc).
O mais engraçado é que o ambiente, com cerca de 20 jornalistas, é dominado por gaúcho. É impressionante. Os três principais jornais (Globo, Folha e Estadão) têm "setoristas" gaúchos, aliás gaúchas. Existem apenas dois paulistas, eu e o outro repórter do Globo (o jornal carioca é o único que engessa dois jornalistas aqui no Planalto). O restante é de outros estados (Santa Catarina, Rio de Janeiro, etc). Candangos e goianos são ampla minoria.
Aqui se ouve sotaque de tudo quanto é lugar.

9.26.2007


Muitas vezes não tenho o que postar. Fico olhando, olhando na Internet e não acho nada que seja interessante suficiente para comentar. Visitei uns blogs sobre novas mídias e tecnologia. Diversos assuntos abordados: a rede e a importância de criar links entre a comunidade de blogs. O investimento de empresas em sites que servem de plataformas para blogs. O relevante papel dos blogs independentes. O desafio de sites como http://www.pownce.com/ e http://www.digg.com/ de atingir públicos não geek. O quanto movimenta a blogsfera e as companhias dotcom. Etc etc.
Eu fico me perguntando quão pioneiros os Estados Unidos são na matéria de investimentos, uso e difusão de conteúdo, mecanismos e ferramenta via Internet. Para o usuário brasileiro, existem dois mundos na Internet, o produzido em inglês e o em português. O conteúdo em inglês é extremamente rico, amplo e de fácil consulta. Em português, é exatamente o oposto.
Para dar um exemplo besta: Se você quiser detalhes rápidos da vida de Jean Paul Marat, excluindo as informações do Wikipedia, não se encontra nenhum site relevante produzido no Brasil sobre o revolucionário. Em inglês, abre-se um mundo de informação. Só posso constatar que o Brasil está longe de criar as bases de uma nova economia baseada no mundo virtual.

9.21.2007

Fato (e o Cássio pode comprovar): Quanto mais velho, mais idiota fico. E idiota não no sentido de cuzão, mas no de bocó, tonto, criança, etc...

Por exemplo, só de olhar para essa foto aí eu me cago de rir. Só de assinar o GB com o heterônimo do Cássio, me cago de rir. É, eu sou um idiota. HA HA HA.

9.11.2007

Está na Mônica Bergamo desta terça-feira:

NA MIRA
Assim como o banco Itaú, a Universidade Mackenzie quer manter seu logotipo em letras garrafais na cidade depois da Lei Cidade Limpa. A instituição recorreu à comissão que analisa casos que serão excluídos das novas regras para manter o círculo vermelho, com a letra "M" no meio, que fica na rua da Consolação. "O símbolo fica na cobertura, coisa que a gente está execrando. E me parece que não obedece os critérios para ficar lá, como ter mais de dez anos, boa qualidade gráfica e ser referência na região", diz Regina Monteiro, presidente da comissão. O Mackenzie não se manifesta sobre o tema.


Eu sou favorável a manter o M na Consolação. O Mackenzie tem status de instituição brasileira. Claro, por um único motivo: foi a escola que me abrigou durante o colegial. Rock on!

9.03.2007

Esse sou eu, segundo o Google:

tiago is situated in macau's prestigious residential area at the tip of the macau peninsula
tiago is neither a spaniard nor a mestizo
tiago is situated in the center of the town it is surrounded by the alentejan plains
tiago is one of the most skilled drivers in fukenricen
tiago is a very welcome addition to the city's portfolio
tiago is situated in the center of the town
tiago is considered the unofficial patron of cocheros and jockeys
tiago is an outstanding soccer player
tiago is not only a hero to us
tiago is suspended after collecting a second booking
tiago is particularly worth a visit and our clients are made especially welcome
tiago is an exclusive 24 bedroom converted fortress dating back to 1740
tiago is in boston
tiago is a perfect reflection of sporting elegance which is an integral part of his lifestyle
tiago is a decent young midfielder
tiago is brazilian from porto alegre as well and we had studied together since 1st grade
tiago is a brazilian
tiago is flying back to portugal tomorrow for a tv show that is kind of like a talent show but better and he's going to play the guitar
tiago is a little bit like going back in time
tiago is recognized as the most charming spot in macau
tiago is one of the best we have at disguise and infiltration
tiago is seen wearing an n'sync shirt
tiago is going to drive in a car race or something
tiago is a very talented and skillful player
tiago is the president of flec
tiago is back

Tirando a parte de Macau, de Porto Alegre, usando a camiseta do N'Sync e aparecendo num show de TV de Portugal. Acho que a definição é correta, sou, de fato, um fabuloso jogador de futebol. Sou um ótimo agente infiltrado para operações secretas. Eu gostaria de voltar no tempo. Sou um meio-campo jovem e decente. Sou um baita piloto. E sou um herói, oras bolas.

PS: Esse sou eu em Pirenópolis (GO) num momento de refrescância antes de um almoção do sucesso com a patroa.

8.21.2007

A Newsweek publicou nesta semana fotografias de Jonathan Torgovnik que retratou mulheres que deram à luz a crianças frutos do estupro durante a guerra civil de Ruanda, que ocorreu há mais de 10 anos.

Em cada foto, a mulher aparece ao lado do filho. Mulher porque nenhuma delas sente-se mãe. Abaixo das fotografias segue uma frase. Elas mostram um horror inimaginável.

Josiane Ruyange - "Tenho 27 anos. O genocídio começou quando eu tinha 15. Eu fui estuprada e como resultado tive um filho. Eu não odeio meu filho. Eu também não o amo. Mas eu acho que me sinto confortável ao lado dele. Eu sei que falhei como mãe por causa da pobreza. Às vezes olho a minha situação e vejo pessoas que mantiveram as suas famílias. Eu lamento não ter morrido no genocídio".

Annasalie Mukabayizera - "Após seis meses eu achei que estava grávida. Foi quando eu queria ter morrido. Eu pensei em me matar. Daí, eu pensei em ter o filho e matá-lo logo depois do nascimento. Mas quando eu dei a luz, vi que meu filho era tão lindo que eu passei a amá-lo imediatamente. Depois de um tempo, descobri que nós dois somos HIV positivos. Não há nada de ruim no mundo que nós não sabemos o que é".

Claudin Mukakalisa - "Vou ser honesta. Nunca amei esta criança. Quando eu lembro o que o pai dela fez comigo, eu penso que a única vingança seria matar essa criança. Eu não fiz isso. Ainda bem que eu não fiz isso. Eu me forcei a amá-la. Mas é impossível amar essa criança".

Aline Uwinbabazi - "Eu dei à luz, mas não amo essa criança. Sempre foi um problema. A filha da minha irmã morreu, mas a minha sobreviveu. Mais tarde descobri que tenho Aids. Minha irmã e mãe também têm Aids. Hoje eu tenho um desafio. Ser mãe quando não quero ser mãe. Eu não amo essa criança. Toda vez que eu olho para ela, eu lembro de cenas do estupro. Eu tento porque eu sei que ela é inocente. Eu tento amá-la, mas não consigo".
Claudine Mukamurenzi - "O mundo nos rejeitou quando estávamos tendo problemas. Eu ficaria feliz se o mundo nos ajudasse a levar justiça para todas as pessoas que nos causaram mal. Todas as vítimas de estupro, como eu, tornaram-se mãe sem estar preparadas para isso. O mundo, ao menos, poderia nos ajudar a cuidar dessas crianças".

Há um único testemunho um pouco positivos:
Verena Uwingabira - "Eu não sei quantos homens me estupraram. Só sei que depois de quatro meses, descobri que estava grávida. Eu fiquei tão mal que tentei me matar duas vezes. Mas uma voz dentro de mim me dizia: 'Olha, você não sabe porque você sobreviveu. Deve ter alguma razão para você ter sobrevivido.' Eu juntei coragem e dei à luz a uma criança que se parece comigo. Essa é a fonte da minha felicidade".

8.14.2007

Gosto de músicas que te faz pensar. Gosto ainda mais quando a música que te faz pensar é de uma banda que você gosta. Essa música abaixo, "Dopeman", me faz pensar. When the decision comes down what would you do? Ainda bem não tive que passar por essa experiência, nem de perto, nem de longe. A minha decisão foi fácil. Estudar para construir uma carreira honesta. Ponto. Mas e se a minha realidade fosse diferente. What would I do? E você faria o que? A foto aí do lado é uma cena cotidiana da cracolândia, em São Paulo.

Less Than Jake - Dopeman

Dopeman dopeman's got another big plan
to sell it to you or anyone he can
because this is much better than minimum wage
no matter how things work he's still gonna get paid
think about it for a minute more -it's either work at McDonalds or the corner store

a quick money fix from a deal or 2
when a decision comes down
what would you do?

you take - take a welfare state
or a dopeman's fate
and keep the cycle spinnin' round

dopeman dopeman's got the upperhand
people wanna get as much as they can
because those reasons they'll always stay the same
and for some people it's the only way to stay sane
and think about it for a minute more -a life of crime or hangin' round the liquor store

a quick drug fix to get you through
when the decision comes down
what would you do?

8.09.2007


Pare* e pense. Tenho um leve sentimento de decepção. Ele surgiu e cresceu. Não foi hoje. Nem ontem. Nem anteontem. Mas não faz um ano. Nem um mês. Talvez algumas semanas. Não sei bem.


O texto telegráfico é interessante. Ele mostra um pensamento continuo. Sem fluxo. Porém retilíneo. Coeso, conciso e limitado. Diz tudo em parágrafos. Não impõe vírgulas. Nem apostos. Não precisa de explicação. Ele é auto-explicativo.


Eu, diferente, da telegrafia, sou prolixo e impreciso. Falo muito para explicar poucas ações. Penso em profusão. Não tenho sentido nenhum. O sentido vem em sentenças longas. Muitas vezes incorretas. Expostas em solavancos.


Essa introdução imobiliária, hipotecária, bancária e em rede, é só para preparar uma reflexão um pouco exaustiva. Uma reflexão sobre amizades e sobre distância e sobre crescimento e sobre amadurecimento e sobre família e sobre parceria.


Tenho sensações diversas quando descubro por telefone, e-mail, blog, mensagem de texto, voz ou dados que algo está diferente nas pessoas, na família, nos amigos que conheço, que cresci junto, mas que hoje crescem separadas. Fico triste ao saber que um casou ou que um reatou um namoro ou que um trocou de emprego ou que está brigado com alguém ou que está decepcionado/feliz com alguma coisa. Fico triste não por inveja ou por sadismo. Fico triste porque não pude estar lá para participar desse evento/emoção/reação. Simples assim. Fico triste ao saber que cada vez mais eu sei menos sobre meus amigos e sobre a minha família.


Antes eu tinha relatos cotidianos sobre o que se passava com todos eles. Hoje, está bem mais difícil. Sei apenas das grandes decisões, dos grandes eventos, das grandes avalanches. Nada de rotina. Nada de nada. E sei também que eles sabem cada vez menos das várias coisas que acontecem na minha vida. Não sabem sobre como é a minha relação no trabalho, como é idiossincrática e bela a vida com a minha namorada. Jamais saberão que no final de semana briguei com um flanelinha qualquer porque outro flanelinha qualquer amassou deliberadamente meu carro.


Enfim, queria estar mais presente. Mas diante da decisão de crescer longe resta manter-me atento à todas as grandes reflexões/eventos/emoções que acometem a todos. E continuar ligado no telefone, e-mail, blog, mensagem de texto, voz ou dados.



*Para ler essa mensagem é preciso sincronizá-la com a versão de Country Roads, feita por Me First and the Gimme Gimmes

7.30.2007

Alguém se arrisca em chutar qual parte de SP essa foto reproduz?

7.29.2007

Abaixo seguem cinco músicas e discos que escutei nessa última semana.

Músicas:

Triple Trouble, Beastie Boys
Campfire Kansas, The Get Up Kids
Sinking, Rehasher
The Science of Selling Yourself Short, Less Than Jake
Mi Confession, Gotan Project

Discos:

Let’s Talk About Feelings, Lagwagon
On a Wire, The Get Up Kids
The Mix Up, Beastie Boys
Here’s to Shutting Up, Superchunk
Living in Darkness, Agent Orange

7.24.2007

Hoje fui trabalhar ouvindo uma canção maneiríssima que me deixa muito contente e animado para a labuta: "Campfire Kansas".

A música descreve uma viagem de bote inflável rio abaixo. Um cenário bucólico com árvores, passarinhos, o sol aquecendo uma brisa levemente gelada e as estrelas adornando o cenário.

Sempre que ouço essa música tenho duas recordações, a primeira diz respeito aos contos de Hemingway sobre as aventuras de Nick Adams pescando e caçando em alguma parte de Michigan. A segunda é uma história de Charlie Brown sobre um dia num acampamento. A turma disputa uma corrida de canoas, tem que se virar para fazer um fogo no meio da floresta, passa frio, calor, apuros, mas se diverte como nunca. O filme se chama "Run For Your Life, Charlie Brown", lançado em 1977. Eu queria me divertir como o Snoopy no desenho abaixo.

Campfire Kansas, The Get Up Kids

woke up at eight, started the fire
had a few drinks, we all felt inspired
jumped in the stream, our shoes and canteens
the water was bitter cold

laid in the raft till it started moving
the current just sang, the song was so soothing
we stopped along the way
on a beach in the sun on a beautiful day
our boats collide, we'd feel the breeze
we'd stay afloat and make the most of everything
by noon we had swung the ropes in the woods
missed all danger, snakes and the floods
burnt by the rays and next to our legs, the water so bitter cold
lunch had been saved along with the lighters
wet cigarettes serve us as reminders
never trust a man with the food, change of clothes, and a drink in his hand

our boats collide, we'd feel the breeze
we'd stay afloat and make the most of everything

the sun would set, the stars would shine
the trees would shake, we'd all feel fine
let's take the moon and make it shine for everyone
we laughed away the sunburn
as we laughed away the day
what we lost means nothing
for the memories will stay

caught the last bus with no time to linger
driver seemed to be missing a finger
i turned and looked away to the bus, gravel road and a beautiful day

our boats collide, we'd feel the breeze
we'd stay afloat and make the most of everything

the sun will set, the stars would shine
the trees would shake, we'd all feel fine
let's take the moon and make it shine for everyone
let's take the moon and make it shine for everyone

7.19.2007

Segundo dia do acidente da TAM

Especificações do Airbus 320

Envergadura 34,1m
Cumprimento 37,6m
Altura 11,8m
Assentos 166
Peso bruto 67.000kg
Velocidade máxima 840km/h(M0.77)
Altitude máxima 11.900m
Capacidade de vôo 2.380km
Distância para decolagem 1.650 m
Distância para pouso 1.550 m
Tanque de combustível 6.300 U.S.G.
Horsepower do motor 11,340kg x 2

7.18.2007

Dia seguinte ao acidente aéreo da TAM, em Congonhas. Eu tenho certo receio de viajar de avião. Fico apreensivo e um tanto nervoso. Os sintomas são redução da respiração, sudorização e aumento da freqüência cardíaca, ou seja, clássicos do nervosismo. Em Brasília, somos obrigados a voar frequentemente. Alguns colegas que tinham passagem marcada para São Paulo, justamente em Congonhas, estão trocando para Guarulhos. Eu fico me questionando se a saída seria justamente jogar a toalha e não voar nunca mais. Eu também recorro ao seguinte senso comum: se a solução para não se envolver em acidente é não utilizar mais o meio de locomoção, eu deveria desistir de dirigir, de andar de ônibus ou eventualmente navio. Isso é simplesmente ridículo. Se eu desistir de me locomover rapidamente ou em velocidade normal de um ponto A a um ponto B, eu simplesmente deveria desistir de viver ou trabalhar. Não é um acidente como esse ou como o da Gol em setembro do ano passado que me fará desistir de voar (obviamente, isso não quer dizer que estarei mais ou menos nervoso quando entrar num avião, aliás, provavelmente estarei mais).

O meu medo é que a rotina acomodada nos leve a aceitar a situação como normal, que é o que já acontece com o transporte rodoviário, e contentar-se com explicações de que a pista de Congonhas estava inacabada, que algum equipamento do Airbus 320 falhou ou que o piloto errou ao tomar alguma decisão no momento crucial. Acidentes desse tipo são inaceitáveis. Dois acidentes aéreos com um intervalo de cerca de 10 meses é inaceitável. A situação da aviação aérea beira o caos. Os problemas vão desde a malha aérea até a busca excessiva ou descontrolada por dinheiro e riqueza pelas companhias aéreas. A administração pública em todos os três níveis devem fazer uma ampla checagem em todos os aeroportos do país, na aparelhagem do controle aéreo e se disponibilizar a tomar medidas polêmicas e impopulares como: redução dos números de vôos, restrição do uso de Congonhas e Santos Dumont e inspeção de qualidade nas empresas aéreas.

Hoje fiquei sem vontade de escrever sobre música.

7.09.2007

What do you wonder about when you're wandering alone with diffuse street lighting? Eisner é foda!

7.08.2007


Arctic Monkeys, Interpol, The Killers, Bloc Party, Hard-Fi, Maximo Park, Muse, Razorlight, Snow Patrol, Arcade Fire, The Fratellis, The Libertines, The Strokes, The Raconteurs, The Subways, We are Scientists, Kings of Leon, Bright Eyes, Built to Spill. Essas são algumas das bandinhas cultuadas pelo meio indie internacional vidrado na crítica musical do eixo Londres-NY. Em alguns momentos mais introspectivos, eu me pergunto se não deveria ter um ouvido mais "antenado" com as tendências, afinal o último disco* que baixei na Internet foi "Resolve", do Lagwagon, banda que escuto desde 1995 (mais ou menos).

Fico me perguntando o que de tão bom as pessoas ouvem no disco Neon Bible, do Arcade Fire, ou porque a molecada do Macacos Árticos são tão inovadores. Então, resolvi ceder, resolvi dar o braço a torcer. Primeiro li as críticas dos últimos discos das duas bandas. Em palavras, elas parecem fantásticas, inovadoras, desafiadoras, afinal o que de ruim poderia ter uma banda de rock orquestrado de Montreal, Canadá? Fiquei empolgadíssimo. Pensei: "Essa banda vai revolucionar minha vida. Vai ser o Beastie Boys dos anos 2000. Vou ser um novo homem".

Fui para o tudo ou nada. Baixei o disco inteiro. Mas como estava demais ansioso, não consegui esperar o disco inteiro estar disponível no meu computador. Logo coloquei para tocar a primeira música que terminou de puxar: "Black Mirror". Meio estranho... Veio a segunda: "Bad Vibrations". Estou prestes a desistir, mas como diz o ditado popular, a gente só passa a gostar de sarapatel depois da terceira garfada. Então, insisti: "Ocean of Noise". 10 segundos, 35 segundos, 1 minuto e sete segundos, 1 minuto e nove segundos... parei. É impossível ouvir esse som. O vocalista parece constipado, parece aflito para acabar logo a gravação e poder ir ao banheiro aliviar o caminho do intestino. Horroso. Arcade Fire é resultado de um casamento entre Enya e Genesis. Inaudível.

Com o trauma causado por esse rock orquestrado chatíssimo, desisti de baixar as músicas e fui a um site que vende CDs, para ouvir só os teasers. Fui atrás de The Killers, Bloc Party e Interpol. The Killers tem uma música conhecida, legalzinho, Bloc Party é só isso e... Interpol? Não vale a pena. Esse rock indie alternativo mitificado pelos "entendidos" da crítica musical é só uma maneira, renovada, de vender quase-rock tudo igual. Expoente dessa tendência, White Strips a sintetiza: é rock sem baixo, rock sem peso, rock n roll estruturado, organizado. Essa coisa alternativa é horrorosa, quase sonífera. A capa do disco do Hellacopters, reproduzida aí em cima, resume o sentimento.

Enfim, até escrever sobre elas é exaustivo. Por isso, vou parar por aqui. Não sei porquê depois de um Agent Orange, fiquei com vontade de ouvir "I Hate Music", do Replacements.

*o último disco que baixei, de fato, não foi Resolve, do Lagwagon, mas Lunatico, do The Gotan Project, que é de uma nova tendência musical. Ok, esse projeto tango revisitado está na lista de músicas dos iPods dessa galera alternativazinha. Tá no meu iPod também. Mas, em minha defesa... Ah foda-se Gotan Project é legal pra caralho e o rap de Mi Confession é bom demais.

7.06.2007


MCA deu uma entrevista para a Folha hoje. Entre outras coisas, ele diz que as bases das músicas de "The Mix Up" foram concebidas para ter vocais por cima. Como já disse aí embaixo, uma das faixas, "Off the Grid", caberia perfeitamente a voz estridente do Adrock, como em Sabotage. A entrevista tem partes que valem a pena outras não. A crítica é ridícula. Até porque quem leu a minha resenha, está muito mais informado sobre "The Plan".

Quem não teve oportunidade de ler a matéria, segue ela aí embaixo:

"
Garotos tangerina
Trio Beastie Boys deixa o rap e faz CD instrumental influenciado por Mutantes e pelo suco de mexerica de um boteco do Rio

ADRIANA FERREIRA SILVA
EDITORA DO GUIA DA FOLHA

Nada de samples, toca-discos ou baterias eletrônicas. E, principalmente, nada de rap. Assim é "The Mix-Up", novo disco do Beastie Boys, que surpreende os fãs com um álbum instrumental do início ao fim.

Não bastasse a inusitada falta de rimas, "The Mix-Up" tem um algo a mais para os brasileiros. Uma das músicas se chama "Suco de Tangerina"-frutinha que está retratada também na capa do CD.Marcada por riffs de guitarra e reverberações de dub, "Suco de Tangerina" ganhou este nome após o trio experimentar o tal refresco em uma lanchonete carioca durante sua passagem pelo Brasil, no ano passado.

A iguaria já havia sido exaltada por eles durante a apresentação no Tim Festival, mas há outros mistérios por trás da faixa do que só a fruta: "Essa música é dedicada à Brigitte Bardot e Jorge Ben", falou Adam "MCA" Yauch à Folha."Quando estávamos no Rio, fomos a um lugar chamado "BB Lanches" [casa de sucos em Ipanema], que fazia uns lanches enormes", lembra MCA. "Descobrimos que o lugar se chamava "BB" porque Brigitte Bardot costumava almoçar lá quando estava na cidade. E descobrimos também que ela teve um "affair" com Jorge Ben! Então, "Suco de Tangerina" foi feita para Bardot e Jorge Ben."

A empolgação com a "descoberta" foi tanta que, segundo MCA, eles pensaram até em batizar o disco de "BB Lanches", idéia abandonada posteriormente -mas que não seria nada mal..."The Mix-Up" (leia crítica na pág. E2) traz outras referências nacionais que vão além da gastronomia. A composição "14th St. Break", por exemplo, tem uma pegada de bateria que lembra a percussão do samba."Ouvimos muita música brasileira", confirma MCA. "Há alguma influência de samba, mas o que mais escutamos foi bossa nova e canções antigas, lentas. E, claro, há a psicodelia dos Mutantes", diz ele.

Quando começou a gravar, há cerca de um ano, o trio não tinha a intenção de fazer um CD instrumental, afirma MCA."Nosso último lançamento, "To the 5 Boroughs" [2004] era totalmente hip hop, com samples, programações, seqüenciadores, sintetizadores, baterias eletrônicas", detalha. "Nesse, a primeira coisa que começamos a registrar foram os instrumentos. Queríamos fazer um mix entre eles e os beats.

"No estúdio, os três rappers, Mike D (bateria), MCA (baixo) e Adam "Ad Rock" Horovitz (bateria), juntaram-se ao quarto Beastie Boys, o tecladista Mark Nishita, o Money Mark, e ao percussionista Alfredo Ortiz -ambos colaboradores de longa data-, iniciando sessões de improvisação marcadas por climas psicodélicos, rock e dub."A idéia era gravar as bases instrumentais e, depois, colocar os vocais", recorda MCA. "Mas, quando começamos a retrabalhar as músicas, achamos que elas estavam muito boas e decidimos terminar o disco sem as vozes."

Sétimo trabalho de estúdio da banda -que tem ainda uma leva de EPs, singles etc.-, "The Mix-Up" não é o primeiro disco instrumental do Beastie Boys. Em 1996, eles lançaram "The in Sound from Way Out!", coletânea que reunia faixas sem vocais retiradas dos álbuns "Check Your Head" (1992) e "Ill Communication" (1994).

Espírito retrô
Por trás de "The Mix-Up", no entanto, há um conceito que MCA define como "a falta de regras" e o "uso de equipamentos que marcaram os anos 70 e início dos 80". Assim, a maior parte das faixas foi feita ao vivo, em jam sessions, e, as interferências, resumem-se a "overdubs" (trechos de gravações incluídos após a música pronta).A sonoridade, diz ele, tem influências dos já citados Mutantes, além do dub de Lee Perry e King Tubby, e de bandas como The Clash, The Specials, Silver Apes e Can, entre outros.E eles voltarão a rimar? "Claro", garante MCA. "Finalmente colocamos esse álbum instrumental para fora de nossas cabeças. Voltaremos às rimas."
"

7.02.2007


Tá. Estou sem palavras. Mas esse desenho é bem bacana.