9.30.2008

Vai um poema, fazia tempo que não escrevia algo desse tipo.

Quand tu est la, j’suis ici
Et je tombe malheuresement
Quand tu m’amie, j’suis froid
Et mon lèvre se déplace pas
Quand tu essayes parler, je escute pas
Des mots sens pas
Mon coeur est fatingant et falible

9.20.2008

I can't believe it the way you look sometimes like a trampled flag on a city street. Esta é uma mensagem saudosista e revisitadora porque tenho certeza que posso contar com os meus amigos nos tempos mais difícies, árduos e áridos. Tenho duas contas de e-mail, uma delas mais recente e outra datada desde os primórdios da internet. Nessa conta, tenho mensagens de 2000, quando estava prestes a entrar na faculdade e Internet banda larga era só um sonho. Tenho e-mails trocados com as mais diferentes pessoas e vez ou outra gosto de ir lá, dar uma olhada nas conversas para tentar lembrar como estava meu estado de espírito, o que pensava e do que gostava. O mais velho que tenho é de 8 de fevereiro de 2000. É uma mensagem trocada com um tal Carlos que trabalhava para o Lagwagon. Ele estava a procura de vídeos da banda para compilar numa coletânea. Eu tinha um show em Campinas (aliás, eu ainda tenho esse registro em VHS, mas não tenho um videocassete para rodá-lo). É a única de 2000, por algum motivo todas as outras mensagens daquele ano foram apagadas e essa permaneceu. Do ano seguinte, são várias. Uma delas de uma namoradinha que tive quando eu tinha 17 anos e ela 15. Três anos depois de findo o pseudo relacionamento, ela me mandou uma mensagem de desculpas por ter acabado comigo.
Relações, mulheres e jornalismo
O engraçado é que a lembrança que tenho dessa passagem na minha vida é que eu tinha acabado com ela, ou melhor, que eu simplesmente parei de me importar e passei para outra "namoradinha de portão". Hoje isso não faz a menor diferença. Ela faz parte de uma memória interessante da minha vida, registrada ou recordada num e-mail escondido na caixa de entrada. Tem também alguns e-mails trocados com o Otto Gonzales, um espanhol que conheci em Nice. Em um deles, intitulado "viva el tequila" de 18 de fevereiro de 2001, ele diz que tinha ido na noite anterior ao Carnaval e que na próxima semana, ele e a namorada Cecília Ortiz iriam a Alicante, sua terra natal na Espanha para comemorar o aniversário. Devo ter trocado umas outras duas mensagens com ele e nunca mais, ficou também relegado a um e-mail das últimas páginas da caixa de entrada. Com a Cecília, até converso ainda, mas cada vez menos. As cartas online já foram muito mais freqüentes do que são agora. Está mais perto o dia de nos limitarmos a lembrar apenas dos aniversários até nos esquecermos completamente e restar apenas um antigo e-mail "empoeirado" no mundo virtual de uma página cuja senha se perdeu há tempos. Mais a frente na minha caixa de mensagens há uma entrevista que fiz com o jornalista Nahum Sirotsky, que vive entre Jerusalém e Tel Aviv. Com ele a única semelhança é a profissão. No final das contas, o que me pergunto é se o Nahum lá em Israel guarda mensagens antigas trocadas poucas vezes através desse computador com pessoas que não fazem a menor diferença, atualmente, na sua vida.

9.16.2008


"Não quero ouvir ninguém gritando seus problemas pessoais para mim." Brian Baker, guitarrista do Bad Religion e ex-Minor Threat e Dag Nasty. Emo?! Eca!

9.10.2008

Diante das demandas, pedidos e convocações por um post sobre boquete, vou me expressar através de imagens porque uma imagem diz mais que mil palavras!
Essas cinco cenas expressam não só o ato em si como toda a higiêne por trás de qualquer relação. É uma fixação antiga e católica de que o sexo é sujo. A pergunta que fica é a seguinte: Quão incômoda é a sensação de uma escova de dente blowing me? Deve ser mais eficaz e prazerosa quando hecho en una chica!

9.09.2008

Fico a imaginar a serventia de um blog. Ainda mais de um blog morto por quase um ano. Fico ainda mais espantado quando ainda tem algum(a) louco(a) que perde o tempo vagando por esse espaço virtual. O engraçado é que esse visitante faz cobranças malucas. Pede para eu postar "coisas" sobre blowjob. Uma única vez escrevi algo parecido com isso mas nunca me ampliei no assunto. Esse blog não tem cara, nem linha editorial. Já serviu como espaço de lamentações, de críticas, de teatro e recentemente de resenhas musicais. É mais do que estranho alguém fazer pedidos que ganharam pouca musculatura nesse blog. Seja lá o que for e se não for, vou pensar na possibilidade. A única coisa que posso comentar é que descobri uma rede de blogs de pessoas comuns, como eu e você, que lançou um desafio de apresentar fotos nuas. Eu acho que essa exposição é demais. Ainda mais na Internet onde as fronteiras simplesmente não existem. Mas vale a pergunta: você toparia algo do tipo?

8.15.2008

Death: respect in vain

My actions should be self explanatory. And since in our self-obsessed culture words seldom match the deed, writing a mission statement would seem questionable. So judge me by my actions and maybe some will be scary enough to wake from the walking dream state.

11.19.2007

Reminder:

Soft in the seams
Pry for the willing
As I embrace the keen

11.06.2007

Duas notícias absurdas. A primeira é que em Guayanazes a galera tá vendendo Kinder Ovo recheado com bala de revólver. A segunda é que no Largo da Batata tem camelô que aluga armas para rápidos assaltos...

Puta que me paranhas.

10.19.2007

Better up than down

Pisses me off
Play it up
To turn me on
Then get me down

As I get on
I sense it down
To be doffed aside
Unable to lie by

Bitter enough
Won’t know better
Bitter again
Would be better

10.17.2007

Vou anotar aqui duas bandas que descobri recentemente para não esquecer: The Loved Ones, Latterman e The Swellers.

Como é bacana ouvir um som e poder cantar junto.

A música The Odds, do Loved Ones, é muito boa. Pronta para entrar em qualquer seleção de mix tape.

Latterman tem um vocal furioso estilo Hot Water Music. Boa pra caralho.

Swellers é pra mostrar que o punk rock estilo NUFAN, NOFX, Lagwagon, etc etc, não desapareceu das guitarras, baixos e baterias da molecada.

10.15.2007

Falar palavrão é bom pra caralho.

"Um palavrão quando soa como força de expressão ele é bonito. Ele é feio quando falado fora de hora. Eu sou assim".

Essa é uma frase do presidente Lula, em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada no final de semana.

10.13.2007

Eu não sou fã bizarro de quadrinhos. Gosto de um ou outro super-herói. Já li Spirit, X-Men, Homen-Aranha, Batman, Sandman, Preacher, The Originals, etc etc. Sou fã do Batman. De todos, é o único que não tem superpoderes, não nasceu em outra galáxia, e, tampouco, é um mutante com força sobre-humana.

Não, o Batman é um cara puto da vida porque os pais foram assassinados num assalto. A raiva do episódio o transformou numa máquina de combate ao crime, viabilizada por seus “brinquedinhos” tecnológicos, não por poderes bizarros, frutos, somente, da imaginação ridícula de um nerd roteirista de quadrinhos.

Mas esse post, na verdade, não é para falar da minha predileção pelo Batman, mas para dizer que uma vez escrevi uma música chamada “Supermouse”, que tinha pouco mais de trinta segundos, e saiu numa coletânea de 101 bandas pela Oba Records, disponível somente em catálogo.

A letra falava sobre a vontade de me tornar Super-Homem para voar em direção à Felizlândia porque era complicado encarar a vida de maneira madura e responsável. Enfim, a velha e conhecida síndrome de Peter Pan antes do tempo. Mas esse tempo se foi e a responsabilidade veio, parida com dor, a fórceps de uma buceta apertada que não tava pronta para virar mãe e pai simultaneamente.

Enfim, a responsabilidade veio madura de uma hora para outra e cresceu em meio a uma ressaca filha da puta de vinho argentino barato. É uma responsabilidade ranzinza, reclamona, daquelas que espanta todo mundo de casa a chutes e palavrões.

Mas não sou mal-humorado, pelo contrário, levo tudo na esportiva e tento não encanar com nada. A única coisa que me deixa triste e fulo da vida é quando decepciono alguém que deveria apenas levar alegria e satisfação.

Ao contrário do que possa parecer esse post, não me considero igual ao Batman. Isso seria, simplesmente, ridículo. A comparação com algo irreal desenhada e burocrática seria reflexo de uma imbecilidade imponderável.

Esse é um post para falar de muitas coisas e não falar de absolutamente nada. Ser superficial e profundo ao mesmo tempo. Como Einstein disse uma vez: “Imagination is more important than knowledge”. E tenho dito.

PS: A série Batman dos anos 1960 não é considerada uma versão do herói. É uma obra pastel (pela cor e conteúdo), descaracterizada, que traz um ícone homo-gay. E em nada reflete o gastado vigilante que vê a raiva crescer a cada adversário derrubado.

10.11.2007

Repente

Suddenly I long for repent
As I long for your lips
To chase on my kiss
As I chase up your scent

A constant image on my mind
Surging away from this site
Fuzzy feelings felt in fever
As ruptured bulwark on weaver

It is you
Water marked sure
For me you were sent
So I’m dashed on repent

10.09.2007

Eu gosto de Fórmula 1. E gosto de ir ao autódromo assistir corrida de carro. Pensando na fome com a vontade de comer. Decidi que gostaria de trabalhar no GP, que decidirá o campeonato deste ano, marcado para o final de semana dos dias 20 e 21 de outubro.

A Prefeitura de São Paulo abriu 250 vagas para trabalho peão no Autódromo de Interlagos, distribuídas da seguinte forma: segurança (80 vagas), auxiliar de limpeza (150 vagas) e encarregado de limpeza (20 vagas).

Pelos pré-requisitos impostos pela Secretaria Municipal de Trabalho, sou qualificado apenas para auxiliar de limpeza. Eles dizem, inclusive, que conhecimentos de inglês se destacarão na hora da seleção. Estou topando. Ganho uma grana e assisto ao GP de graça. Fantástico.

O problema é que eu estou em Brasília e a seleção ocorre somente amanhã, quarta-feira (10), em dois postos do Centro de Apoio ao Trabalhador, nos seguintes endereços: Liberdade - Rua Galvão Bueno, 782- e Interlagos - Avenida Interlagos, 6.122.

Alguém se habilita em passar por mim nessa fila e tentar ganhar o "emprego" para mim?

PS: É preciso levar carteira profissional, RG, certificado de escolaridade e currículo. Quem quiser acessar meu currículo basta ir ao seguinte endereço eletrônico: http://lattes.cnpq.br/8077793736393178

10.07.2007

Poesia musical. É possível?

Wow and I say Wow

I want things and I want them now
Always broke I can't see how
I can stop this poorness ball
No fun at all

Give me money give me gold
It brings me happiness I'm told
I need experience in being rich and need it now
I need everything

I say wow..wow..wow and I say wow
Give me everything
I say wow..wow..wow and I say wow
Give me everything

Lots of money in the stock exchange
All of it outside my range
This fact really pisses me off
I could use a lot of stu

10.04.2007

Eu gosto de treta. Nessa eu estava protegendo a Cauzinha, minha patroa.

10.01.2007

Indignação fuleira

Hoje a Folha publicou um artigo do Luciano Huck sobre a violência em São Paulo. Ele verbalizou toda sua indignação por ter sido assaltado à mão armada. Dois meliantes levaram um rolex que estava no seu pulso; presente de aniversário da esposa.

No artigo, ele deixa implicito que este foi seu primeiro assalto. Ele tem 36 anos. Eu digo que bom. Teve sorte. Eu já fui assaltado 35298891203 vezes. Já botaram um .38 na minha barriga num ônibus lotado indo pro Mackenzie por causa de um relógio... não era um rolex, era um timex. Já levaram dinheiro, outro relógio, bonés diversos...

O Luciano Huck deveria estar sentindo-se aliviado de ter passado por esse estresse só uma vez. Cansei, peidei? No Brasil do Rolex, ele deveria sentir que participou da verdadeira distribuição de renda num país pobre e não sair ai dizendo que "isso não está certo".
Eu sou jornalista. Trabalho no Palácio do Planalto fazendo a corbertura diária do G1, o site da TV Globo. Minhas atribuições são ficar atento aos passos do presidente da República, da chefe da Casa Civil, do ministro das Relações Institucionais, da Secretaria Geral e do Ministério das Relações Exteriores. Sou o que o jargão da cobertura de Brasília chama de "setorista do Palácio". Como fico fora da redação ou fora do "escritório", meus colegas de trabalho são profissionais de outros veículos (Globo, Folha, Estadão, Radiobras, Agência Leia, Record, SBT, Bandeirantes, CBN, Terra, etc etc).
O mais engraçado é que o ambiente, com cerca de 20 jornalistas, é dominado por gaúcho. É impressionante. Os três principais jornais (Globo, Folha e Estadão) têm "setoristas" gaúchos, aliás gaúchas. Existem apenas dois paulistas, eu e o outro repórter do Globo (o jornal carioca é o único que engessa dois jornalistas aqui no Planalto). O restante é de outros estados (Santa Catarina, Rio de Janeiro, etc). Candangos e goianos são ampla minoria.
Aqui se ouve sotaque de tudo quanto é lugar.

9.26.2007


Muitas vezes não tenho o que postar. Fico olhando, olhando na Internet e não acho nada que seja interessante suficiente para comentar. Visitei uns blogs sobre novas mídias e tecnologia. Diversos assuntos abordados: a rede e a importância de criar links entre a comunidade de blogs. O investimento de empresas em sites que servem de plataformas para blogs. O relevante papel dos blogs independentes. O desafio de sites como http://www.pownce.com/ e http://www.digg.com/ de atingir públicos não geek. O quanto movimenta a blogsfera e as companhias dotcom. Etc etc.
Eu fico me perguntando quão pioneiros os Estados Unidos são na matéria de investimentos, uso e difusão de conteúdo, mecanismos e ferramenta via Internet. Para o usuário brasileiro, existem dois mundos na Internet, o produzido em inglês e o em português. O conteúdo em inglês é extremamente rico, amplo e de fácil consulta. Em português, é exatamente o oposto.
Para dar um exemplo besta: Se você quiser detalhes rápidos da vida de Jean Paul Marat, excluindo as informações do Wikipedia, não se encontra nenhum site relevante produzido no Brasil sobre o revolucionário. Em inglês, abre-se um mundo de informação. Só posso constatar que o Brasil está longe de criar as bases de uma nova economia baseada no mundo virtual.

9.21.2007

Fato (e o Cássio pode comprovar): Quanto mais velho, mais idiota fico. E idiota não no sentido de cuzão, mas no de bocó, tonto, criança, etc...

Por exemplo, só de olhar para essa foto aí eu me cago de rir. Só de assinar o GB com o heterônimo do Cássio, me cago de rir. É, eu sou um idiota. HA HA HA.