11.29.2004

Ainda não é a última hora do último dia de trabalho. Aliás, a semana está somente começando. Mas o tempo passa muito rápido, quando a gente olha para trás, 10 anos se foram. Tem um ditado que diz: "o tempo passa num piscar de olhos, então nunca feche os olhos". Às vezes é difícil, ainda mais quando uma semana é bastante cansativa. Ainda bem que deu para descansar bastante no final de semana. Odeio ficar de ressaca, ODEIO.

Vai um Less Than Jake
"you can't second guess how to live your life"
All these years have been way too short
to be spent on some factory floor like me
I never went back again
I never looked back again
And he said
So when ambition turns into competition
I'll never be the better man
It's the last hour of the last day
don't fall so far behind now
you'll be another nameless face

Competitivo, talvez. Ambicioso mais ainda.

11.23.2004

São 3h36 da manhã. Estou trabalhando, escrevendo matéria sobre a reforma ministerial que está sendo desenhada pelo presidente Lula. O sono apareceu, morreu e agora voltou muito saudável. Apesar de cansativas, as articulações políticas para a renovação na Esplanada dos Ministérios estão me deixando mais escolado para tratar de uma negociação política tão grandiosa. Dessa vez não foi um churrasco na casa do ministro da Previdência com a bancada de senadores do PMDB, foi um encontro na residência oficial da Presidência da República na Granja do Torto com os 17 ministros petistas do governo. Enfim, já disse que estou cansado? Ainda bem que vai começar o festival de cinema aqui, né?

Ah, e quero continuar tendo certeza de que sou brash and hopeful.

11.20.2004

Muito bem, são 4h08 da madrugada de sábado. Não estou bêbado, aliás, mais sóbrio impossível. Acabei de enviar uma matéria para edição sobre o jantar entre o presidente Lula e a bancada do PMDB no Senado. O jantar, que na verdade foi um churrasco na residência do ministro da Previdência, Amir Lando, terminou lá pelas 2 e tanto da manhã. Estou absurdamente casando, comecei a trabalhar às 11h da manhã de sexta-feira. Achei que seria um dia tranquilo, enganei-me, infelizmente.
Apesar de passar a vida esperando em portarias, consegui me divertir e tive a chance até de experimentar a carne do churrasco.
Bom, acho que é isso, melhor dormir cedo do que tarde, não é? Não tenho hora para acordar, portanto evitem de me ligar. Tentarei sonhar com qualquer coisa menos crise na base aliada e no PMDB. Nunca é demais repetir, o rock não dá trégua.

11.17.2004

Tô de saco cheio, muito de saco cheio. Não estou de bode, porque estar de bode significa ultrapassar os limites do tédio. Não, estou de saco cheio, cansado, puto da vida, nervoso e com dor no estômago. Cara, essas variações ridículas de humor são impossíveis de se entender. É, no mínimo, esdrúxulo uma pessoa não ter consistência alguma do momento de sua vida. E isso me faz pensar se vale a pena o mínimo de esforço que tenho feito ultimamente. Certas coisas definitivamente não valem a pestana contraída. Eu quero tomar uma cerveja e ficar tranquilo. E também tô com mó saudade de São Paulo e dos meus trutas e da minha família e de sair na Vila pra tomar uma cerva com o Marião, encontrar o Hamiltão, ligar pro Cássio pra contar as merdas da noite anterior, fazer um som entre amigos, ir no Fanra assistir a um show da banda do Alan, dar um churrasco em casa e ter todos os meus amigos ao meu lado, fazer planos profissionais com o Tche que nunca dão certo, ligar pro Fernando chamando ele pra uma balada e ouvir "não dá, to no escritório ainda", jogar uma sinucarias com o Léo, o Tito e o Mobi. What the hell mood swings just make me fucking sad. QUE MERDA, VIU.

11.15.2004

Rivalidade

Não muito egoísta
Tampouco altivo
Não muito atento
Muito menos distraído
Não muito emocionante
Nem mais entediante

Simples rotina
Horas casadas
Metódico, ordenado, programático, pragmático, realista,
Menos objetivo.

Não muito sensível
Tampouco sem alma
Não muito viceral
Muito menos superficial
Não muito frio
Nem menos vibrante

Complexa pauta diária
Que avança em pequenos momentos
Desordenado, desregrado, desorganizado, desmedido
Menos subjetivo.

Só um pouco sentimental
Só um pouco, o suficiente
Só um pouco insípido.

11.13.2004

O tempo é indeterminável. Adoro o cheiro da chuva caindo na grama. Em São Paulo, essa sensação inexiste.

11.08.2004

Ativismo

Retórica dos loucos
Um simulacro mal cuidado.
Qual pensamento?
Qual ideologia?
Qual humanidade?

A eternidade cronológica
As palavras secas --páginas de inverno.
Qual movimento?
Qual apatia?
Qual artificialidade?

Revolução inerte, prussiana,
A mudança estática, imóvel.
Qual desenvolvimento?
Qual filosofia?
Qual inventividade?

A cooptação da estética
E o fascínio pelo poder.
A imaginação perdeu-se
E conhecimento interrompeu-se:
Estupidez das belas palavras.
Qual felicidade?

11.05.2004

Revolucionários


Subcomandante Marcos, líder e um dos principais guerrilheiros do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN).

O EZLN apareceu para o mundo em 1o de janeiro de 1994, dia em que entrou em vigor o Tratado de Livre Comércio do Atlântico Norte (Nafta). O objetivo era denunciar o baixo desenvolvimento social do povo pobre mexicano e mostrar que as comunidades indígenas do estado sulista de Chiapas tinham demandas e não poderiam ser esquecidas pelo recém-inaugurado estado neoliberal.
O movimento começou com a ocupação das cidades de San Cristóbal de las Casas, Las Margaritas e Ocosingo, invasão de grandes propriedades, sequestro de fazendeiros e ataques a instituições públicas. A notícia espalhou-se rápido e o movimento aproveitou para difundir suas idéias através de diversos comunicados.
Em sua primeira proclamação, o EZLN declarou "guerra ao Exército federal monopolizado pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI, que ficou 70 anos no poder até a vitória de Vicente Fox em 2000) e encabeçado pelo Executivo federal que hoje tem como chefe máximo e ilegítimo Carlos Salinas de Gortari (presidente de 1988 a 1994)".
O EZLN apresentou-se como um movimento nascido do resultado de "500 anos de lutas" e exigiu "trabalho, terra, teto, alimentação, saúde, educação, independência, liberdade, democracia, justiça e paz" para todos os mexicanos, indígenas ou não.
Subcomandante Marcos é uma figura desconhecida, não mostra sua face, apenas seu cachimbo e a tradicional jaqueta camuflada com a foto de Emiliano Zapata, líder da Revolução Mexicana no começo do século XX.

Irmãos e Irmãs,

No mundo inteiro há em disputa dois projetos de globalização. O que está acima, que globaliza o conformismo, o cinismo, a estupidez, a guerra, a destruição, a morte, o esquecimento. E o que está abaixo, que globaliza a rebeldia, a esperança, a criatividade, a inteligência, a imaginação, a vida, a memória, a construção de um mundo onde caibam todos os mundos. Um mundo com...

Democracia!
Liberdade!
Justiça!

Das montanhas do sudeste mexicano, pelo Comitê Clandestino Revolucionário Indígena -Comando Geral Do Exército Zapatista de Libertação Nacional.

Subcomandante insurgente Marcos

México, Continente Americano, Planeta Terra,

Setembro de 2003

Esta é uma carta do Subcomandante que abre meu livro reportagem "A face em crise da globalização: ativismo pós-crise financeira da Ásia", resultado do trabalho de conclusão de curso de jornalismo da PUC-SP.

11.02.2004

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Essa é uma fotografia do cubano Alberto Korda chamada El Quijote de la farola tirada em 1959.
Korda é o mesmo fotógrafo que registrou a famosa pose de Che Guevara em 1960, que estampa camisetas, bandeiras, discos, botons, pôsteres. Apesar de ser uma das fotografias mais reproduzidas em todo o mundo, Korda nunca ganhou um centavo por ela.
A fotografia só foi divulgada sete anos depois, em 1967, quando Che foi assassinado na Bolívia. O cubano a repassou para um jornalista italiano que rapidamente a publicou em um cartaz na Itália.
Até Andy Warhol usou a figura capturada do revolucionário argentino para fazer sua arte pop. Ou seja, muitas pessoas ganharam dinheiro às custas da arte de Korda. Num mundo em que a usura e o lucro extrapolam os direitos de vida dos homens, não se pode estranhar tal prática.
Mas até mesmo as empreitadas descabidas do capitalismo têm seu limite, em 2000 após a Vodka Smirnoff estampar em uma de suas propagandas a famosa foto do guerrilheiro heróico, Korda processou a companhia e recebeu seu primeiro royaltie: 50 mil dólares. Ele morreu logo depois em maio de 2001.

Somos todos culpados por nossa ignorância.

10.31.2004

Fluta como borboleta, ataca como abelha

Acabei de assistir ao documentário "Quando éramos reis" sobre a luta do George Foreman contra o Muhammad Ali no Zaire em 30 de outubro de 1974, promovido por Don King, com custo de 10 milhões de dólares patrocinado pelos cofres públicos do Zaire, numa empreitada megalomaníaca do governo do ditador Mobuto. Mas vou deixar os comentários políticos de lado.
Independentemente da figura do vendedor de churrasqueira elétrica, gosto do George Foreman, ele é um boxeador espetacular. Conheço bem mais sua biografia que a de Ali, sobretudo porque ele parou efetivamente de lutar em 1997. Ali deixou as luvas de lado em 1981 depois de perder um confronto para Trevor Berbick por nocaute.
A história de lutas de Foreman inclui além de uma derrota fatiguante a Evander Holyfield uma disputa contra Adílson Rodrigues Maguila em 1990, que ousou desafiar o campeão e foi derrubado no 2o assalto, num evento em Las Vegas.
Apesar de tudo isso, a biografia de Muhammad Ali extrapola os limites do quadrado do ringue. Ele se recusou a lutar no Vietnã, foi preso, converteu-se ao islamismo e solidificou-se como um ativista político do nível de seu mentor Malcom X. O próprio George Foreman classifica Ali como um deus, um boxeador que não colocou os pés sobre a lona de um ringue porque flutuou sobre o palco da luta.
Desculpa caro Foreman, mas ALI, BOUMA YE!!!

10.30.2004

J'envie de me promener sur une boulevard de ce pays que reste à ma tête. Peut-être l'Ukranie, pourquoi pas l'Irak. À ce moment là je peux pas rester mes pieds à Brasília, j'ai l'espoir de la revoir un jour, mais maintenant je suis fatigué, vraiment. C'est incroyable la similitude d'actions de ces deux filles. Laissez-moi les appeler de blonde et brune, d'accord? Je suis un étranger à quelque part que je me promene, à quelque dialogue. J'ai besoin de comprendre ton sourire. J'ai besoin.

Je voudrais que tu m'appelles plus souvent,
Que tu prennes parfois devant,
Et je voudrais que tu te rappelles,
Notre amour est éternel... artificiel

10.27.2004

I'm the one
I've been here for you all along
I'm the one
Who's shoulder you've been crying on

Nice guys finish last no one knows as good as me
We're just good friends and you come for me for sympathy
You tell me that I'm not your type
But still you call me late at night
Everytime he picks a fight
After all he's said and and all he's done

I'm the one
I've been here for you all along
I'm the one
Who's shoulder you've been crying on

He's a total dick that's the truth and you know I'm right
From everything you say there's no way he'll ever do you right
You love a man who treats you wrong
You think you'll change him but you're wrong
He'll use you then you'll say so long
After all he's said and all he's done

I'm the one
I've been here for you all along
I'm the one
Who's shoulder you've been crying on

I'm the one who wants you more than anything
You don't feel the same way you made it clear to me
But I'll stand my ground and maybe you'll hear what I'm saying
After all I've said and all I've done

I'm the one
I've been here for you all along
I'm the one
Who's shoulder you've been crying on
I'm the one

Ai ai. Descendents é foda!

10.24.2004

Engraçado. Essas duas últimas mensagens trouxeram à tona muita coisa na minha cabeça. As duas remetem a um passado um tanto quanto recente. A primeira, "Consumismo pela prosperidade", foi um texto que escrevi para a aula de Análise dos Sistemas Audiovisuais, do Silvio Mieli, no terceiro ano da faculdade. Caralho, foi uma das melhores aulas da PUC, a que realmente aprendi mais (a do Mieli e a do Jorge Rafael!!!), sobretudo porque fazia um paralelo com o meu trabalho de conclusão de curso que foi sobre o crescimento do ativismo pós-crise asiática 1997.
A última, essa do superhomem, foi uma pseudo carta que eu escrevi também no terceiro ano logo depois de terminar com a minha namorada. Parecem besta todas essas palavras, mas elas carregavam um significado extenso acima de tudo porque eu deixei a maluca por uma menina que, na época, abalava minhas estruturas (quer dizer, abalou por 3 anos) --pena que eu e ela nunca ficamos juntos. E hoje cada um cresceu de maneira diferente com ideais e aspirações diferentes. Ela ficou uma boçal e eu não. Rá.
O engraçado é que no terceiro ano, apesar de absurdamente imaturo, eu me achava "o" velho. Que idiota. Fazia um monte de merda. As merdas continuam, mas continuo a me achar "velho". Babaca.

C ya in the pit with NoFX - It's My Job to Keep Punk Rock Elite!

10.23.2004

Eu gostaria de fazer tudo o que quero sem esquecer meus princípios, imaginando-me um super homem. Eu gostaria de fazer tudo o que quero, vesti-la em suas roupas e fazê-la pensar como você, mas o mundo parece ruir aos meus pés. E essa música que insiste em tocar tenta apontar a caminhos mais claros e dar respostas objetivas às minhas confusões. Por não saber o que fazer, gostaria de deixar tudo para trás.
Aqui estou, ficando velho com o passar do tempo e cada vez menos jovem em minha mente. A minha tranquilidade vem nos pequenos momentos de sono em que esqueço que minha cabeça pesa toneladas no travesseiro. O peso do erro em situações cruciais limita o campo inventivo de minha mente. Para abstrair o fardo, a saída é a circularidade. Não desisto, sou teimoso e insistente. Se sinto-me fraco, se sinto que há algo de errado é porque tentei vestir suas roupas nela, porque a fiz ouvir nossa música, porque imaginei que poderia sentir o seu carinho novamente, porque a forcei a me beijar como um dia você me beijou. Você é única, insubstituível e feita com os cuidados que a mão humana não repete duas vezes.
Eu gostaria de fazer o que quero, para nesse momento lhe dar adeus com a certeza e a intranquilidade do erro. Sou induzido a dizer que não posso sentar-me e assistir às nossas vidas passarem. Não sou super homem, sou insípido.

10.22.2004

Semaninha da porra, viu. Zica de merda. O rock renasceu e não vai dar trégua.
Essa música do Get Up Kids, Campfire Kansas, levanta qualquer espírito. Ela é mó bacana e animada. Gostaria de passar um dia nesses termos: andando numa trilha, descendo uma corredeira, fazendo um pique-nique, deitando-me na areia, sorrindo sem motivo e curtindo o sol até a lua começar brilhar para todo mundo. Staying afloat and making the most of everything.

10.18.2004

O consumo pela prosperidade

Os entusiastas da globalização corporativa, o mais recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendem que ela é necessária porque romperia os obstáculos ao comércio e à comunicação, reduziria a pobreza, a fome, aceleraria o acesso à riqueza, ou seja, traria prosperidade aos povos.
Na prática, a globalização impôs novas barreiras que ampliaram as distâncias entre ricos e pobres, entre elas o analfabetismo tecnológico e a exclusão digital. Antes da explosão do liberalismo de mercado, a inclusão social ocorria nos espaços públicos, como escolas, centros de aprendizado, etc, a digital não diferencia ricos e pobres. Os anos 1990 foram responsáveis por um crescimento desenfreado do consumo pela vida, e a inclusão passou a ser vendida através da associação entre uma marca e um determinado status social e concebida pelo acesso à rede de comunicação e informação, a Internet.
Consolidou-se, então, o imobilismo da sociedade, ou seja, não basta ter recursos, o importante é ter marcas e explorar o virtualismo da vida. O padrão de consumo extrapolou os limites e se sobrepôs ao valor humano. Os direitos de um consumidor são inalienáveis, permanentes e intransferíveis, enquanto o direito pela vida é objeto de polêmica dentro da sociedade.
Exemplo: a Constituição prevê que as propriedades de terras devem cumprir sua função social --respeito ao meio-ambiente, aos direitos trabalhistas--, caso contrário o governo as desapropriaria e as destinaria à reforma Agrária. Na prática, grupos com forte poder político conseguem burlar a lei, enquanto, organizações de sem-terra, com pouca representação no poder central, não conseguem acesso ao seu direito constitucional.
Dessa forma, o padrão de consumo a partir dos anos 1990 solidificou-se através da máxima: "a vida precisa de subterfúgios para se manter, do contrário, é apenas sobrevida".
A gigante dos petróleos Exxon Mobil, por exemplo, usa seu forte poder de lobby para interferir na legislação européia, que tenta proibir o uso de PVC em brinquedos de crianças. O interesse da Exxon explica-se no mercado de petróleo: se a nova lei européia passasse, a demanda por produtos derivados da commodity cairia, a receita potencial da empresa encolheria, consequentemente seus lucros. Para evitar essa sequência de fatos, no entanto, a empresa dispensaria os funcionários "descartáveis". Num mundo em que o poder do Estado é inversamente proporcional à força das corporações, o argumento de crescimento do desemprego sensibiliza qualquer parlamentar, seja ele de qual espectro político for.
O início do século 21 consolidou a tendência consumista. Por isso, exalta-se a marca e a imagem, enquanto cobra-se direitos por ambos. O convívio social e o povo foram destruídos, o homem desconstruído como uma máquina de desejos consumistas. Os direitos não são pela vida, mas pelo impulso das compras. Absurdo é explorar o consumidor, não o ser humano.
Vender um produto mal feito é crime, o abuso aos direitos humanos é polêmico. Atualmente a legislação tem peso maior para um consumidor do que para um preso que foi espancado e torturado sem razão.
Mirando nessa ampliação do consumo, a publicidade tomou conta de todos os espaços possíveis, desde escolas até paredes de banheiro. O que vale é a exploração descabida da publicidade.
"Quando a exploração do espaço chegar a níveis absurdos, serão as corporações que nomearão tudo. Estaremos diante da Esfera Estelar IBM, da Galáxia Phillip Morris e do Planeta Starbucks", sentencia um trecho do filme Clube da Luta.

Trilha sonora: When rethoric dies, Boy Sets Fire
Inerte,
Batida do coração
O som torna-se a esquecer.

As palavras nada significam,
A boca articula incoerências.
Sou nada além da inexistência
Não tenho o que declarar.

A paralisia
Interrompe o nosso processo,
E não tenho compaixão,
Não há emoção.

O sentimento,
Deixado de lado,
É o nosso concreto,
A nossa solidificação
Que se deteriora
Ao comando de sua voz.

Sou inerte.

10.17.2004

Nova cara. Novas fontes. Novas idéias.

Eu continuo o mesmo.

Imaturo? Talvez.

10.16.2004

Pois,

A oscilação da variante máxima de um vetor sempre é pouco precisa e má aferida. Se a física é cheia de irregularidades, porque a vida andaria adequadamente num trilho? Não anda e quer saber por que? Porque ela trabalha com uma certa folga, as chamadas variações de humor, nos trilhos que sustentam as dilatações e imperfeições do cotidiano.
Acho que o que eu quero dizer é que qualquer comida é boa se ela realmente enche a pança, te faz arrotar e sorrir feliz. Nesse instante, tudo o que queria era uma cerveja gelada para aliviar esse calor da porra.

Et donc demain une autre bière pour que nous devenions heureux.

10.14.2004

Eu acho Descendents foda. E hoje estou com a sensação "What Will I be Like When I Get Old". O sentimento reflete meu atual estágio de vida e não um cenário embaçado que tento clarear. Acho que não consigo colocar em poucas palavras o que seria essa avaliação, ou como ela seria constituída: quais objetivos, metodologia, variação de notas. Não sei. Não estou confuso, só um pouco.

Depois de idas e vidas, seja lá qual for o momento, este instante atravessado é bacana. Apesar de só as pessoas que curtem SKA adoidado estarem habilitadas à felizlândia, acho que os roqueiros podem ser contentes também, sobretudo porque o ROCK NÃO DÁ TRÉGUA.

Só estou preocupado com assuntos alheios que não deveriam pesar minha cabeça, infelizmente não posso evitar.

When I get old

What will it be like when I get old
Will I still hop on my bike
And ride around town
Will I still want to be someone
And not just sit around
I don't want to be like other adults
Cause they've already died
Cool and condescending, fossilized
Will I be rich will I be poor
Will I still sleep on the floor
what will it be like when I get
What will I be like when I get
What will it be like when I get old
Will I still kiss my girlfriend
And try to grab her ass
Will I still hate the cops and have no class
Will all my grown up friends say
They've see it all before
They say hey act your age and I'm immature
Will I do myself proud or only what's allowed

Imaturo? Talvez.